Numa certa noite, Geisy perambulava pela rodoviária de Lagoa da Italianinha e encontrou Wéllia, que fumava por ali, estava bastante suja, descalça e exalando um mau cheiro. Geisy disse:
- Wéllia, o que aconteceu com você? Eu estou lá no seu escritório cuidando de tudo, e...
- Continue lá, não tenho condições de ir agora.
- Wéllia, tu está mesmo dormindo nas ruas? Eu te vi essa noite, passando em frente da minha casa de 3 e meia da manhã.
- Não quero ver minha mãe, que aprova esse relacionamento de Malu com meu Vinícius. Prefiro ficar na rua.
- Tu pode ir lá pra casa...
- Geisy, tua casa é toda escura, parece casa de vampiro, querida.
- Isso é verdade. Eu não vou nem conversar com sua mãe, nem com Malu, nem com sua filha Alice porque nenhuma delas gostam de mim.
- Minha mãe te odeia, Geisy.
- Wéllia, tome um banho, volta pra vida normal.
- Não tenho vontade. Me deixa, eu te peço.
- Tá bom, Wéllia. Hoje tá chovendo muito e eu quero ver como tu vai dormir na chuva, no meio da rua.
- E porque tu não está de guarda-chuva?
- Eu não preciso disso, eu me molho na chuva, mesmo. - disse Geisy.
- Esquisita, tu... bem que falam, mesmo.
- Bom, vou indo. Qualquer coisa, já sabe.
Geisy se retirou e Wéllia continuou por ali.

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