quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Manuel e Fátima recebem Adolfo


Certa tarde, em seu apartamento em Porto, Manuel e sua filha Fátima receberam Adolfo, que é vizinho deles e nutre amor por Fátima. 

Manuel, filho da portuguesa Mary Dee, ja tem 97 anos, e sua filha Fátima tem 70 e já é viúva. Fátima nasceu no Brasil enquanto seu pai morava lá. Vale ressaltar que Manuel era pequeno quando sua mãe Mary Dee deixou Portugal para ir para Pernambuco durante o regime salazarista.

Manuel voltou para Portugal depois que seus pais José Maria e Mary Dee morreram, e Fátima so veio se casar quando já morava em Portugal. 

Hoje, ela é viúva e é amada por Adolfo, também viúvo. Fátima ama Adolfo, mas não quer descuidar de seu pai. Por isso mesmo, Manuel tem incentivado que sua filha se case com Adolfo. 

O encontro entre eles foi de muita prosa agradável e chegaram a fazer um lanche juntos. 

Myllena tenta o apoio de suas irmãs


Candidata a deputada estadual por Pernambuco, Myllena e sua irmã Karoline mandaram chamar suas irmãs Ilene e Suely para uma reunião. Myllena soube que não teria o voto de suas duas irmãs. 

Ilene e Suely não votam em Myllena por motivos diferentes: Ilene está revoltada com sua sobrinha, a prefeita de Lagoa da Italianinha, Giovanna Victorya, a filha de Myllena, que excluiu Ilene de sua gestão. 

Já Suely é mais movida por idealismo. Ela, que é juíza, costuma dizer que o tipo de política que Myllena pratica é o que sempre ela condenou.

A conversa entre as irmãs foi muito tensa, com Ilene e Suely reafirmando suas posições. Karoline, entretanto, fez propostas financeiras, e Ilene ficou de pensar, enquanto Suely rejeitou mesmo.

Janielle - O sorriso que vende picolé em Lagoa da Italianinha


Se você já passou na praça da fonte no fim da tarde, você já viu ela.

Vestido verde longo, pés descalços no chão quente de pedra, uma caixinha aberta do lado com picolés coloridos. E um sorriso que não precisa de som.

Essa é Janielle.

Muita gente em Lagoa da Italianinha lembra da Janielle de antes: moradora de rua. Dormia na marquise, sem nada. Hoje, ela tem sua história nas mãos - literalmente - dentro de uma caixinha de picolé.

Janielle é surda e muda. Não ouve o carro de som da política, não escuta a fofoca da feira. E não fala. Mas em Lagoa da Italianinha, todo mundo aprendeu a conversar com ela de outro jeito.

Como comprar picolé com a Janielle?

É simples. Você aponta. Ela sorri. Ela mostra com os dedos o preço. Você entrega o dinheiro. Ela devolve o troco certinho, conta na palma da mão.

Às vezes, uma criança tenta falar com ela em Libras que aprendeu na escola. Janielle responde. Os olhos dela brilham. 

Ela não grita "Olha o picolé!". O picolé dela se vende sozinho, porque ela está sempre no mesmo lugar: na borda da fonte, com dignidade, com a caixinha organizada, com o vestido limpo.


terça-feira, 25 de agosto de 2026

O sono no caos

A mendiga Rita de Cássia, que tem mente de criança, parece não se importar com barulho. 

Mesmo no dia de movimento grande no centro de Lagoa da Italianinha, Rita dorme na calçada ao lado de Dalila, sua inseparável boneca.

 Rita de Cássia, que segue sendo uma criança mesmo com 44 anos, não se importa com a zoada das ruas. 

De Verona para Lagoa da Italianinha


O ano era 1935. Uma bela família teve que se mudar de seu próprio país e foi para terras estranhas. 

Jadiael era um jovem socialista, casado com Lanie, de família rica de Verona. Tinham dois filhos: Alycia, que tinha 5 anos, e Arthur, que só tinha um ano.

A perseguição fascista transformou a vida da família em um verdadeiro inferno. 

Sem ter outra solução, deixaram Verona rumo a Nápoles, de onde partiram pegando um navio. Desceram em Recife. 

Mas não ficaram na capital de Pernambuco. Foram pro interior. Lá, conseguiram levantar o sitio, que hoje, virou a cidade de Lagoa da Italianinha.  

Rotina pela justiça

 


Valdenes segura as folhas. Um processo novo que chegou. Caso de terra entre duas famílias da zona rural de Lagoa da Italianinha. Complicado.

"Juíza, a família da Dona Cícera trouxe mais documentos", ele diz.

Suely ouve. Olha nos olhos dele. Não é aquela juíza distante que bate martelo. É a Suely que fundou um projeto de mediação na cidade: antes de julgar, tenta fazer o povo conversar.

"Valdenes, marca uma conversa com as duas famílias aqui no escritório. Sem beca, sem medo. Quero que eles se olhem descalços também, se precisarem. Justiça não precisa de salto alto."

Por que fora do Fórum?

Porque Suely acredita que dentro do Fórum o povo tem medo. E com medo, ninguém fala a verdade.

No escritório dela, o povo entra, e caso queira, tira o sapato na porta, toma um café e conta a história real.

Valdenes é a ponte. Pobre, da cidade, conhecido de todo mundo. Ele traduz o "juridiquês" pra linguagem da feira.

"Ela é juíza, mas é gente da gente", ele fala pros vizinhos.



*Você já viu uma juíza atender descalça?* Em Lagoa da Italianinha, isso é normal. E é por isso que a gente ama essa cidade.


#RompendoDistâncias #JuizaSuely #Valdenes #LagoaDaItalianinha

Discussão no Colégio


Um certo dia, no Colégio Irmã Renata Augusta, em Lagoa da Italianinha, Isaías começou a zombar de sua prima Dina, que é careca por opção. Ele dizia:

- Quando é que tu vai deixar de parecer uma ET?

- Eu amo ser careca e vou continuar assim. 

Mas nessa hora, apareceram Rute, Samuel e Alice, defendendo Dina. 

Rute disse: 

- Isaías, tu ainda quer namorar comigo desse jeito? Humilhando sua própria prima tão doce?

- Não se meta, Rute!

Samuel ia bater em Isaías, mas Alice segurou. Samuel disse:

- Deixa eu quebrar a cara desse abusado!

- Não vale a pena!

Eles foram vistos por uma professora, que os levou até a diretoria. A própria Irmã Alcineia, a diretora do colégio, deu uma bronca em Isaías e o ameaçou de suspensão.

Manuel e Fátima recebem Adolfo

Certa tarde, em seu apartamento em Porto, Manuel e sua filha Fátima receberam Adolfo, que é vizinho deles e nutre amor por Fátima.  Manuel, ...