quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Taline e Teane visitam casa antiga com Antônio Neto

 

Certo dia, na antiga casa que a alemã Inalda morou, em Lagoa da Italianinha, as suas bisnetas, as gêmeas Taline e Teane foram ao local acompanhadas com Antônio Neto, que tem 101 anos e é um dos sobreviventes que conheceu Inalda pessoalmente. 

Taline e Teane estavam projetando tranformar a casa em um museu com quadros de Inalda, que atuou como artista plástica, além de falar mais da cultura alemã, que também influenciou a cidade em seu nascedouro. 

Taline e Teane observavam atentas as palavras de Antônio Neto, que segurava um quadro com a foto de Inalda, dizendo:

- Conheci Inalda, uma mulher magnífica, bonita por fora e bonita por dentro. Mesmo sendo rica, ela sempre foi simples e tinha um grande carinho por todas as pessoas do sítio onde ela foi acolhida. Ela era inclusive muito nova quando chegou aqui, e conheceu minha avó Alvanir, que veio do Ceará, e que já era idosa, e Inalda chegou a pintar um quadro para ela. Vocês têm que se orgulhar da bisavó que vocês têm. 

Taline disse:

- Pois é, ela veio pra cá, e isso foi bom pra ela, pois ela escapou dos sofrimentos lá da Alemanha nos anos 30, diferente da prima dela, Danielly, e das outras amigas dela, Stella, Alessandra e Lucélia. 

- Verdade, dessas só a Stella morreu, mas a Danielly veio pra cá, como vocês sabem. Alessandra foi pra Maceió e Lucélia foi para Jerusalém. 

Teane disse:

- Eu fico impressionada porque a maioria dos alemães gostam de ir pro sul do Brasil, mas ela veio aqui para Pernambuco, em pleno Nordeste. 

- Verdade, mas ela me disse, eu era criança, e ela me contou que achou Pernambuco muito acolhedor, e ela foi muito bem recebida, embora alguns aqui não gostassem dela, como minha mãe Mônica e uma beata da época chamada Lady Andréia. 

Taline disse:

- É importante seu conhecimento sobre nossa bisavó Inalda, pois nós não a conhecemos, e quem a viu pessoalmente tinha mais informações pra nos passar, com certeza. 

Depois da visita à casa antiga, Antônio Neto levou Taline e Teane para almoçar em sua casa, e depois, elas voltaram para a casa delas. 

Deza na rodoviária

 

Primeira mendiga de Lagoa da Italianinha, Deza foi à rodoviária da cidade, para ir pedir esmolas e tentar fumar e tomar café por lá. Deza passou por algumas pessoas, exalando um mau cheiro forte - ela odeia tomar banho - e algumas pessoas lhe negaram esmolas, e outras lhe deram. 

O cheiro de Deza era tão forte que poderia ser sentido a alguns metros de distância. Ela é muito conhecida na cidade por ser a pessoa que vive há mais tempo nas ruas da cidade, desde 1987. Alguns dos atuais pais de família, empresários e políticos da cidade já nasceram quando Deza já vivia nas ruas. 

Deza, que também tem problemas de loucura, tentava conversar com as pessoas, falando coisa com coisa. Ela se aproximou de um homem idoso e disse:

- Calor tá muito grande, nossa, e estou toda suada, caramba. 

O homem, não aguentando o mau cheiro dela, saiu de perto. Deza disse:

- Que pena, perdeu muito em não conversar comigo. 

Algumas pessoas tentavam ficar mais longe dela. Marlene, a dona da lanchonete da rodoviária e diretora do terminal, disse para Deza:

- Mulher, é o seguinte: tem como tu ir embora?

- Por que????

- Porque... seu cheiro... é, seu cheiro está incomodando a gente. 

Deza disse:

- Tá proibido aqui entrar pessoas fedorentas? Esvalda é mais fedorenta que eu e vive por aqui.

- Engano seu, a Esvalda já foi expulsa daqui, também. 

- Sinto muito, Marlene, aqui é público. Me admira tu, que já viveu nas ruas, tu tratar a gente assim. 

- Dona Deza, não me faça tomar medidas drásticas. 

- Eu vou, mas eu não gostei, e vou denunciar você por discriminação contra mendigos. 

- Não tem nada a ver com tu ser mendiga, mas com tu estar fedendo. 

Deza saiu dali, nervosa e inconformada. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Helga, a cantora de ópera

 

Morando no centro de Viena, capital da Áustria, a jovem Helga é amiga pessoal da atual vice-prefeita de Lagoa da Italianinha, Giovanna Victorya. Foi Helga e sua família quem hospedaram Giovanna quando ela saiu de Berlim, valendo ressaltar que Giovanna passou oito anos fora, quatro anos na Alemanha e quatro anos na Áustria. 

Helga é uma cantora de ópera, e sonha em conquistar o mundo. Mas enfrenta a inveja de Estefânia, conhecida como Peruquinha, que vive zombando do fato de Helga ser acima do peso. Certo dia, Helga estava na Ópera de Viena, vazia, apenas ensaiando, quando Peruquinha disse:

- Cuidado pra não quebrar o chão! 

Franz, que estava com Helga, disse:

- Calma, Helga, não ligue pra ela! 

- Eu não ligo, não, se ligar, dá choque! 

Heinrich, marido de Peruquinha, não concordava com o gênio ruim da mulher, e pretendia patrocinar Helga para uma carreira artística fora da Áustria. Hens, Monica, Christine e Ravi, este último, apaixonado por Helga. 

Ao saber que Giovanna está prestes a assumir a Prefeitura de Lagoa da Italianinha, chegou a ligar pra ela:

- Eu tô sabendo que tu está pra virar prefeita em tua cidade, não se esqueça de me chamar pra fazer um show por aí!

Giovanna disse:

- Eu amaria, Helga, seria ótimo, eu mesma sou tua fã, mas aqui, o desafio é que o pessoal é mais fã de forró, essas coisas, não é como aí. 

- Puxa, não tem uma agenda pra mim?

- Claro que tem, eu vou olhar aqui e ver como faço. Parece que vai ter uma inauguração de um Museu na casa onde morava Inalda, uma alemã da década de 30, se tu topar, tu pode cantar nessa inauguração, como Alemanha e Áustria são dois países vizinhos de cultura parecida, pode te interessar. 

- Sim, eu me interesso. 

- Muito bem, Helga, deixa minha mãe renunciar e me entregar a Prefeitura que veremos isso. 

Helga, ao desligar o telefone celular, ficou feliz, e Franz perguntou:

- Por que essa felicidade?

- Eu vou cantar no Brasil! 

- Sério? Quando?

- Giovanna, que teve aqui com a gente, está pra virar prefeita na cidade dela. Vai ter a inauguração de um museu na casa onde morou uma alemã lá, e ela quer ver se cantarei lá. Espero que sim! 

Quitéria enfrenta Priscila em sua lanchonete


Quitéria, tida como uma pessoa amorosa, também é conhecida por perder a paciência com facilidade, como aconteceu numa tarde que a mendiga Priscila foi importunar clientes em sua lanchonete no Pátio Verona, em Lagoa da Italianinha. Ela entrou logo no local para pedir esmolas para alguns, mas a mendiga também é conhecida por furtar objetos quando ninguém está vendo. 

Quitéria, vendo que Priscila estava ali, se aproximou e disse:

- Priscila, saia da minha lanchonete já? Tu tá pensando que aqui é a rodoviária, onde tu apronta o que tu quer? Aqui tem ordem!

- Que é isso, só porque tu é descendente de italiana tu se acha e odeia pobre, é?

Quitéria disse:

- Não tem nada a ver com pobreza, pois outras pessoas que vivem nas ruas, como você, mas que são honestas e corretas, sempre são bem-vindos aqui. Mas tu gosta de pegar coisas dos outros sem ninguém ver. 

Priscila riu e disse, ironicamente:

- Falar é fácil, eu quero ver provar... se eu roubasse, eu nem morava mais nas ruas. 

- Tu é muito folgada, mesmo, viu? Vaza daqui logo. 

- Tá bom, eu vou. Tenha calma. Porque essa raiva de mim?

Quitéria disse:

- Ainda pergunta? Uma noite, eu não dei esmola pra tu, e no dia seguinte, amanheceu... é aqui na frente da lanchonete... tu sabe o que foi? 

- Oxe, eu não caguei na tua porta, não, mulher. - disse Priscila. 

- Mentira, as câmeras flagraram tudo. Sei que você fez nojeira aqui na porta do meu estabelecimento! 

- Tá bom, se não me der esmola, eu faço de novo. 

Quitéria pegou uma vassoura, e disse:

- Saia, saia! E vou colocar polícia pra ficar te olhando essa noite, sua folgada. 

Priscila mostrou a língua para Quitéria e saiu dali, irritada. 


Uma brasileira no Paraguai


Num colégio em Ciudad del Este, no Paraguai, o clima na classe foi de expectativas com uma novata que passou a estudar entre eles. Tratava-se de uma brasileira, com uma idade bem superior aos demais alunos da classe. Ana Laura, que tinha 40 anos, logo se afeiçoou ao jovem Guido, que tinha seus 20 anos e era conhecido por ser o mais inteligente da turma. 

Potira e Anahí, duas colegas de sala que disputavam o amor de Guido, ficaram enciumadas. Potira disse:

- Guido agora só tem olhos pra essa brasileira...

- Pior, a mulher tem idade pra ser mãe dele! - disse Anahí. 

Em determinado momento, no intervalo, Guido quis conversar com Ana Laura. Mesmo sendo brasileira, ela falava espanhol fluentemente. Guido disse:

- De onde vieste?

- Vim lá de Lagoa da Italianinha, em Pernambuco, lá no norte do Brasil.

- Nossa, muito longe. Aqui perto fica o Paraná, depois do rio. 

- Pois é, eu sou de lá, mas depois de um caso amoroso desastroso, deixei minha terra e ainda passei um tempo em São Paulo e no Mato Grosso do Sul antes de vir pra cá. 

- E que amor foi esse?

- Desculpe, Guido, mas prefiro nem falar nisso agora. 

- Entendo... mas a senhora é muito nova, vai achar alguém. 

- Nem tanto, eu já tenho 40 anos. 

- Sério??? Nem parece. Eu pensei que a senhora não tinha nem 25. 

- Obrigada. 

Guido começou a ficar encantado com a brasileira, enquanto Potira e Anahí olhavam de longe. 

Waldo e Karola dançam na chuva

Numa certa noite, em Berlim, Waldo caminhava pelas ruas de Berlim ao lado da cantora Karola, com quem já parecia estar namorando, embora ainda não oficialmente. Waldo buscava recomeçar sua vida depois de inúmeras rejeições de Margarete, que agora está namorando Jordan. 

Enquanto eles caminhavam no centro de Berlim, perto do Portão de Brandemburgo, começou a cair uma forte chuva. Waldo disse:

- Vamos sair correndo, a chuva tá forte. 

Karola disse:

- Quem disse que eu quero sair da chuva? Amo a chuva!

- Mas cuidado, tu pode se resfriar. 

- Não tem problema, só de estar ao seu lado, me sinto feliz!

Waldo sorriu, e do nada, começaram a dançar em plena chuva, juntos. Além de dançarem, Karola ainda cantava, o que deixava Waldo encantado. 

Um carro passou ali perto e uma pessoa ali observava os dois. Era Margarete, que estava com seu irmão Manfried, que disse:

- O que tu tá olhando? 

- Aqueles dois loucos. Olha ali, o doido que estava atrás de mim. Deu certo com essa outra doida. 

- Tu devia de dar graças a Deus por ele ter desistido de você. Não era o que você queria? 

Margarete ficou calada. Mais tarde, Waldo chegou em casa, e estavam seus amigos Fritz, Égon e Félix. Fritz disse:

- Tu tá todo molhado, o que aconteceu?

- Algo muito bom, eu e Karola na chuva!

Égon disse:

- Que bom. Te troca logo, senão tu fica resfriado. 

Waldo foi se trocar, e Félix disse:

- Pelo menos ele parece estar feliz.

Karola chegou em casa, e embora tenha levado bronca dos seus pais Max e Brigite, ela estava muito feliz. 

 

Warlla chama atenção no posto de gasolina


 Na tarde de quarta-feira de Cinzas, em um posto de Lagoa da Italianinha, Warlla, a "mendiga chique", foi tomar banho no posto de gasolina onde costuma se banhar. Algumas pessoas passavam por ali e olhavam a "madame suja" no chuveiro. 

Warlla disse:

- Que estão olhando? Nunca viram ninguém tomando banho, não? 

Uma mulher disse:

- Com roupa de madame e bolsa, nunca vi, não. 

Warlla disse:

- Eu não tenho casa, meu banheiro é esse, e vocês queriam que eu ficasse pelada em público, é? Nunca. Eu entro assim, mesmo, e vocês não têm nada a ver com isso! 

Warlla, em dado momento, tirou sua bolsa, e pegando água do chuveiro, começou a jogar nas pessoas, dizendo:

- Chispem! Vão procurar roupa pra lavar, que a minha pelo menos já estou lavando! 

Eles ainda estranharam a bolsa dela, mas dentro da bolsa não havia nada, ela só colocou no ombro pra fazer pose, mesmo... 

Taline e Teane visitam casa antiga com Antônio Neto

  Certo dia, na antiga casa que a alemã Inalda morou, em Lagoa da Italianinha, as suas bisnetas, as gêmeas Taline e Teane foram ao local aco...