Certo dia, na antiga casa que a alemã Inalda morou, em Lagoa da Italianinha, as suas bisnetas, as gêmeas Taline e Teane foram ao local acompanhadas com Antônio Neto, que tem 101 anos e é um dos sobreviventes que conheceu Inalda pessoalmente.
Taline e Teane estavam projetando tranformar a casa em um museu com quadros de Inalda, que atuou como artista plástica, além de falar mais da cultura alemã, que também influenciou a cidade em seu nascedouro.
Taline e Teane observavam atentas as palavras de Antônio Neto, que segurava um quadro com a foto de Inalda, dizendo:
- Conheci Inalda, uma mulher magnífica, bonita por fora e bonita por dentro. Mesmo sendo rica, ela sempre foi simples e tinha um grande carinho por todas as pessoas do sítio onde ela foi acolhida. Ela era inclusive muito nova quando chegou aqui, e conheceu minha avó Alvanir, que veio do Ceará, e que já era idosa, e Inalda chegou a pintar um quadro para ela. Vocês têm que se orgulhar da bisavó que vocês têm.
Taline disse:
- Pois é, ela veio pra cá, e isso foi bom pra ela, pois ela escapou dos sofrimentos lá da Alemanha nos anos 30, diferente da prima dela, Danielly, e das outras amigas dela, Stella, Alessandra e Lucélia.
- Verdade, dessas só a Stella morreu, mas a Danielly veio pra cá, como vocês sabem. Alessandra foi pra Maceió e Lucélia foi para Jerusalém.
Teane disse:
- Eu fico impressionada porque a maioria dos alemães gostam de ir pro sul do Brasil, mas ela veio aqui para Pernambuco, em pleno Nordeste.
- Verdade, mas ela me disse, eu era criança, e ela me contou que achou Pernambuco muito acolhedor, e ela foi muito bem recebida, embora alguns aqui não gostassem dela, como minha mãe Mônica e uma beata da época chamada Lady Andréia.
Taline disse:
- É importante seu conhecimento sobre nossa bisavó Inalda, pois nós não a conhecemos, e quem a viu pessoalmente tinha mais informações pra nos passar, com certeza.
Depois da visita à casa antiga, Antônio Neto levou Taline e Teane para almoçar em sua casa, e depois, elas voltaram para a casa delas.






