sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Greta se adapta em Lagoa da Italianinha


Desde que chegou em Lagoa da Italianinha, a sueca Greta tem procurado se adequar ao local. Ela, acostumada a morar em lugar frio até com vista da Aurora Boreal, estava residindo agora em pleno Nordeste brasileiro. 

Seu pai Adam se tornara sócio do Shopping Maniçoba. Sua mãe Dagmar e seu irmão Gustav também já tinham se adequado á cidade. Greta gostou tanto de Lagoa da Italianinha que resolveu copiar alguns habitantes da cidade, passando a andar descalça e tomar banho com roupa, algo que é estranho até no próprio Nordeste brasileiro. 

Greta ainda passou a usar vestido dos anos 60, sendo uma vintage, e se tornou amiga da vintage maluca Fabíola. Mas não é só isso. Bela, solteira e simpática, Greta tá começando a se aproximar de Esdras, o jardineiro a quem ela ajuda. Esdras, que é viúvo, cuida de sua filha pequena Hadassa, que já tem um grande carinho por Greta. Algo diz que um romance vem por aí. 

Lúcia procura Cássia na chuva


Quando a chuva começou a cair em Lagoa da Italianinha, Lúcia saiu desesperada à procura de Cássia, pois ela não estava em casa. Ela sabia que Cássia tem mania de se molhar na chuva. 

A chuva já tinha parado quando ela chegou na rodoviária e encontrou Cássia molhada. Marlene, a dona da lanchonete, observava a cena. Lúcia disse:

- Tu não tem jeito, Cássia, não podes ver chuva que já sai assim correndo....

- Eu me sinto bem assim, irmãzinha. Eu me sinto feliz. 

- Vamos pra casa para trocar a roupa. 

- Eu quero ficar assim mesmo molhada. 

- Não seja doida. Tu pode pegar resfriado. Não faça isso. 

Cássia, meio contrariada, acompanhou sua irmã. Marlene ria e dizia:

- Essa Cássia é doidinha, eita...

Rafaela reencontra sua família

 

Num determinado dia, a jovem Rafaela, que mora no meio da mata na reserva florestal do Vale dos Gatos, em Lagoa da Italianinha, recebeu um convite para ir visitar seus pais em Limoeiro. Rafaela aceitou, e foi levada por um motorista para a casa de seus pais Teodoro e Terezinha, onde também além deles, mora sua irmã caçula Duda. 

Mesmo suja, com vestido sujo e descalça, Rafaela foi bem recebida pelos pais. Teodoro disse:

- Por que você não volta pra morar com a gente, filha? Aqui no conforto.

Rafaela disse:

- Perdão, mas meu conforto é na natureza. Não consigo mais me imaginar morando em uma cidade, no meio urbano. Desde 2008 que eu vivo assim e não me arrependo. 

- Não tem medo dos animais selvagens, filha? - disse Terezinha. 

- Não. Porque no fim das contas, o ser humano tem sido muito mais selvagem...

Duda disse:

- A gente te ama, Rafaela. 

- Sim, eu também amo vocês. Mas é a vida que eu escolhi, sabe? 

Terezinha disse:

- Aceita almoçar com a gente?

- Sim, mas eu sou vegetariana, tá? Nada de carne, por favor. 

- Está bem. 

Rafaela almoçou com seus pais sem comer nenhum tipo de carne. Ela foi explicando como era sua vida na floresta e como tem lutado para que pessoas também saia do meio urbano pra viver na mata. Teodoro disse:

- Que você queira viver na mata, tá certo, mas não acha que está exagerando em querer que outros façam o mesmo?

- Não. É o certo, o mundo foi criado com Adão e Eva numa floresta, não existiam cidades, que só surgiram depois do pecado. 

- Eu acho radicalismo seu...

Quando Rafaela foi embora, Terezinha disse:

- Se cuida, filha. Mas se um dia tu quiser voltar pra casa, as portas estão abertas. 

- Obrigada, mãe. Mas minha casa é a natureza. Mas obrigada assim mesmo. 

Rafaela pegou o carro com o motorista, que a deixou nas proximidades da reserva florestal do Vale dos Gatos. 

Sílvia caminha na chuva forte


 A forte chuva que cai sobre Lagoa da Italianinha não intimida a Sílvia, a maluca sobrinha da deputada federal Sandra Valéria. Ela caminha calmamente pela chuva, independente da força da chuva ou não. 

Começou a chover forte, enquanto alguns corriam, Sílvia permaneceu andando sem se apressar. Em poucos minutos, já estava bastante encharcada, e alguns riam da loucura dela. 

Sílvia olhava pra eles e dizia:

- O que foi? Nunca viram ninguém molhado, não? Aproveitem a chuva pra lavar suas roupas, bando de desocupados. 

Eles davam risadas dela. Mas outros se preocupavam, afinal, ela poderia ser acometida por um forte resfriado. 

Wiviane enfrenta Warlla e defende Rita de Cássia


Numa certa manhã, Wiviane, que estava com seu inseparável violão, passou pela praça principal de Lagoa da Italianinha, viu Warlla, a "mendiga chique", maltratando a mendiga Rita de Cássia, zombando e querendo tomar das mãos dela a boneca Dalila. 

Wiviane interferiu na briga das duas mendigas, e disse:

- Pare, Warlla, devolve a boneca dela. 

- Deixa de frescura, Wiviane, ela nem é criança mais, ela é da nossa idade!

- Não interessa, devolva! Se não quer que eu quebre esse violão na sua cabeça! 

- Oxe, que é isso, prima? Vai quebrar seu violão?

- Eu tenho dinheiro pra comprar outro. Vamos, devolva. 

Warlla deu a boneca para Rita, e Wiviane disse:

- Agora, suma, desapareça! 

- Você é uma igual a esses pobretões, Wiviane. 

- Olha quem fala. Quem mora nas ruas, eu ou você? 

Warlla saiu dali, irritada. Rita se abraçava à sua boneca, e Wiviane disse:

- Tenho até vergonha de dizer que essa Warlla é minha prima. Mas não vale nada. 

- Obrigada, dona Wivane. 

- Não me chame de dona, tenho essas frescuras, não. Olha, topa lanchar comigo? Tô indo na lanchonete da dona Quitéria. 

- Sim, sim!!!!

Wiviane e Rita de Cássia foram lanchar. 

Deza perturbada na rodoviária

Numa certa manhã, na rodoviária de Lagoa da Italianinha, uma cena chamou a atenção dos que por ali passavam: a mendiga Deza estava caminhando pelo terminal, dando várias voltas. 

Na lanchonete de Marlene, Deinha notou isso, e disse:

- Dona Marlene, o que tem aquela mulher? Ela passou por ali, aí ela sai, e depois volta de novo, parece que ela tá dando volta em torno de rodoviária. 

Marlene disse:

- Essa Deza é perturbada do juízo, eu já morei nas ruas, saí, estou aqui, e ela vive nas ruas muito antes de eu mesmo virar mendiga, já são 39 anos vivendo nas ruas. 

- Nossa. Eu me lembro dela quando eu era criança. 

Deza ainda falava sozinha, como se estivesse com raiva e brigando com alguém. Ela dizia:

- Cabra safado, merece uma pisa, mas ele vai ver, isso não vai ficar assim. 

Deza falava em voz alta, audível para várias pessoas. Deinha disse:

- Pensa em fazer alguma coisa, dona Marlene? A senhora é a diretora na rodoviária.

- Por enquanto, não. Deza é só uma perturbada do juízo, mas ela não costuma fazer mal pra ninguém. 


 

A Família de Warlla


Em Caruaru, uma família rica vive em uma mansão na cidade. O professor Ricardo, neto da alemã Inalda, nasceu em Lagoa da Italianinha, e vive em Caruaru desde que se casou com Lourdes. Tiveram cinco filhos: Vanderson, Marilu, Washington, Wellington e Warlla. Acontece que Warlla, a mais nova, é exatamente a "mendiga chique" que vive nas ruas de Lagoa da Italianinha. 

Certo dia, Vanderson, o mais velho, disse aos pais e aos irmãos:

- Eu descobri que Warlla está vivendo nas ruas lá em Lagoa da Italianinha, usando a mesma roupa desde 2022, já bem suja, e arruma briga com todo mundo, nem os mendigos gostam dela. Ela fuma muito cigarro, bebe muito e vez por outra, paga mico mijando na roupa e se sujando na lama. Mas ela ainda se veste como madame, tem ar de superioridade e é conhecida lá como "mendiga chique". 

- Quer dizer, ela não soube cuidar do que ainda deixamos pra ela quando viemos pra cá. - disse Ricardo. 

- É, pai, mas a gente sabia que seria assim. Ela sempre foi irresponsável, bebe e fuma demais, ela não tem responsabilidade, a gente sabia que cedo ou tarde, ela ia perder tudo. 

Ricardo disse:

- Warlla está colhendo o que plantou. Ela fez muito mal à nossa família. Sempre foi uma filha péssima e desobediente. Sem contar que ela vivia semeando confusão e discórdia entre nós, ela adorava ver a gente brigando. 

- Não pretende fazer nada para tirar ela das ruas? - disse Marilu. 

- Não. Ela mesma foi atrás dessa vida. Não foi falta de conselhos. 

Washington disse:

- De fato, Warlla sempre nos causou problemas, semeou muitas brigas entre nós. Pode ver que depois que ela sumiu de nossas vidas, a gente tem tido paz e sossego. 

- Deixe ela nas ruas para aprender - disse Wellington. 

Lourdes disse:

- Eu, como mãe, fico triste em ter uma filha numa situação dessas, morando na rua, dormindo em calçadas, mas eu só posso rezar por ela. Infelizmente, ela nos fez muito mal, e eu mesma tenho problemas de saúde provocado por tanta dor de cabeça que ela me deu. Os outros filhos não me deram uma dor de cabeça, mas Warlla não cansava de me aborrecer. 

Ricardo disse:

- Pois muito bem. E quando eu for dar herança, darei a vocês. Warlla não verá a cor do meu dinheiro. E se ela pisar aqui exigindo herança, podem botar ela pra fora, de volta para a rua, ela que se vire. E tenho dito! Vamos jantar. 

Greta se adapta em Lagoa da Italianinha

Desde que chegou em Lagoa da Italianinha, a sueca Greta tem procurado se adequar ao local. Ela, acostumada a morar em lugar frio até com vis...