sábado, 7 de março de 2026

Alycia tenta explicar a situação do Brasil


Numa certa tarde, em Verona, a Alycia estava conversando com sua bisneta Nicolly Hanna, que em dado momento, demonstrou interesse de ir para o Brasil:

- A senhora viveu tanto tempo lá no Brasil, queria saber como é lá, sabe? 

Alycia disse:

- Olha, eu vivi lá desde 1935, quando eu tinha 5 anos, até 2001, quando eu tinha 71 anos. Fui pra lá com meu pai Jadiael, minha mãe Lanie e meu irmão Arthur. Olha, lá é um país maravilhoso, mas eu não recomendaria que tu fosse pra lá agora... lá tá uma agitação muito grande. 

- Como assim?

- Pra quem acha que a política daqui da Itália sempre foi agitada, lá tá muito pior... veja só. Um ex-presidente lá foi preso em 2018 por corrupção, não foi candidato e ele indicou um vice, aí o povo elegeu outro presidente que perdeu em 2022 para o ex-presidente que tinha sido preso anteriormente, pois ele teria sido... é... "descondenado". Bom, eu sei que o presidente que perdeu em 2022 agora é quem está preso, por ter atentado contra a democracia, e o presidente atual que tinha sido preso antes quer disputar a reeleição e agora o outro que tá preso indicou o filho pra ser candidato. Lá aparecem bons candidatos, mas infelizmente, o povo só fica nesses dois, nessa ciranda, como se diz lá em Pernambuco. Eu tenho 95 anos, vou fazer 96 e passei anos e anos lá, nunca vi tamanha bagunça como essa que tá acontecendo por lá. 

- Puxa, tô até perdendo a vontade de ir pra lá depois dessa...

- Filha, se eu pudesse, eu mandava trazer meus netos Quitéria, Lúcia, Cássia, André e Niedja pra cá, além da minha bisneta Raabe, mas eles têm seus afazeres em Lagoa da Italianinha. Com exceção de Cássia, que é doidinha, mas ela se sente bem ao lado dos irmãos. 

- Eu entendo... realmente, e o povo lá ainda vota neles?

- Sim, não só vota como idolatra eles. Uns idolatram um presidente que é ex-presidiário, e outros idolatram um presidiário ex-presidente. Tá tudo muito louco por lá...olha, vou tocar piano que isso pode ser contagioso... 

Nicolly riu, e abriu o piano para sua bisavó tocar. 

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