Setembro de 1939. A Segunda Guerra Mundial havia começado e a Itália estava envolvida nela, ao lado da Alemanha e do Japão, contra França e Inglaterra. Uma jovem e bela camponesa da Campânia, que já tinha 30 anos e vivia sozinha, resolveu se aventurar para longe dali. Chegando em Nápoles, tomou o primeiro navio rumo ao Brasil.
Giuliana sempre foi conhecida por ter gênio forte e ser muito valente, sem medo de nada. Costumava andar simples e sempre descalça, em todo lugar. Ela era observada por alguns homens durante a viagem de navio, mas os evitava.
Giuliana desceu no Recife e depois de passar algumas noites em um hotel e outras nas ruas da capital de Pernambuco, ela foi empregada na casa de uma família rica. Mas passou apenas cinco anos ali, pois em 1944, Giuliana pediu demissão denunciando o assédio do patriarca.
Ao saber que haviam famílias italianas em um sítio no agreste de Pernambuco, Giuliana foi para lá. Ela tentou trabalhar na casa das famílias italianas, sem sucesso. Empregou-se na casa de Mônica, cujo filho Antônio Neto havia sido convocado para a guerra. Mônica, mesmo sem gostar de estrangeiros, se agradou de Giuliana e a contratou. Somente depois da guerra e da volta de Antônio Neto, Giuliana pôde trabalhar com o italiano Jadiael.
Viveu ali o resto da vida e ali fez família, saudável e longeva, chegando ver até mesmo o século XXI. Aline Débora e seu primo Emerson estão entre seus descendentes - bisnetos - que vivem atualmente em Lagoa da Italianinha.

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