Num certo dia, em Berlim, Joseph, que havia chegado recentemente de uma viagem a trabalho, se encontrou com sua filha Margarete. Numa mensagem, ele disse que "queria ter uma conversa séria com ela".
Estavam perto da Catedral de Berlim, e Joseph disse:
- Pode ser aqui mesmo, longe da sua mãe Agnes e do seu irmão Manfried.
- O que foi, pai, porque está me olhando assim?
- Eu estava fora esses dias, eu vim da Suíça, e eu fiquei sabendo que tu mandou uma mensagem agressiva para aquele moço que gosta de tu, o Waldo.
Margarete riu e disse:
- Já foram te contar. Quer saber? Mandei sim, e mandaria de novo.
- Mas que tipo de filha que eu criei? Uma filha mal-educada, o que diria sua bisavó Stella, que morreu lá num campo, se tivesse viva?
- Deixe de coisa, tu queria que eu namorasse com ele?
- Não estou dizendo isso. Eu confesso que até faria gosto em Waldo ser meu genro, mas se tu não queria nada com ele, simplesmente falasse com educação, e não da forma agressiva que você fez, até ameaçando o rapaz.
- Ainda foi pouco, ele merecia mais.
- É.. você não tem coração, aliás, você e sua mãe adoram me dar de dor de cabeça, se com o próprio pai tu faz isso, imagina com um desconhecido.
- Pai, eu estou muito bem com o Jordan.
- Sinceramente, eu não gosto desse Jordan. Mas a vida é sua. Agora, eu estava vindo de viagem, e sabe o que aconteceu com o Waldo? Está na Áustria, com a Karola, que foi cantar por lá.
- Por mim, quero que fiquem por lá.
- Está bem, filha. Você pode ter razão em rejeitá-lo. Mas foi errada a forma como tu fez. Cuidado. As consequências vêm, espero que tu ainda peça desculpas pra ele, quando ele voltar pra Berlim.
- Pedir desculpas? Não fiz nada errado. Não estou arrependida nem um pouco, eu acho que a mensagem que eu mandei foi muito carinhosa, ele merecia muito pior.
- Está bem, pense como quiser.
Joseph saiu dali, deixando Margarete sozinha.

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