sexta-feira, 6 de março de 2026

Jacilene e a Revolução Pernambucana


Em 1817, aos 65 anos de idade, Jacilene vivia na cidade de Vila Dourada, no agreste de Pernambuco, cidade que ela ajudara a fundar. A francesa Jacilene, após passar alguns anos em Minas Gerais, casou-se com um pernambucano e se transferiu para esse povoado, que foi elevada à Vila já em 1811. 

Mesmo com idade um pouco avançada, Jacilene ainda mantinha seus ideais iluministas da juventude, quando foi entusiasta da Revolução Francesa, da Independência dos EUA e da Inconfidência Mineira. Ela mantinha seu desejo por um mundo melhor. 

Nessa época, Jacilene, que vivia em uma mansão, soube que revolucionários pernambucanos haviam proclamado independência de Portugal. Jacilene não pensou duas vezes e doou algumas de suas roupas e joias para a causa. O marido disse:

- Mas espere, tu está doando tudo isso?

- Mas é claro. 

- Jacilene, são muito valiosos!

- Mas o sonho de um mundo melhor é muito mais valioso!

Jacilene, mesmo limitada pela idade e pela doença, foi se encontrar pessoalmente com alguns deles em um pequeno sítio onde hoje se localiza Lagoa da Italianinha. Eles foram lutar, mas a Revolução Pernambucana acabou derrotada por tropas do Rei D. João VI, e Pernambuco foi reincorporada à colônia portuguesa. Jacilene ficou triste com o resultado, mas jamais se arrependeu de ajudar a causa e disse que "faria tudo novamente". 

Em Vila Dourada, são feitas muitas homenagens à Jacilene no dia 06 de março, data que é feriado estadual em Pernambuco, conhecido como "Data Magna". 

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