Numa certa tarde, no centro de Lagoa da Italianinha, dois jovens hippies nômades, Edneide e Emerson, estavam numa rua principal da cidade, quando encontraram Aline Débora, prima de Emerson, que lhe trouxe uma foto antiga. Emerson disse:
- Essa é a nossa bisavó italiana?
- Sim, eu peguei a foto dela e fiz uma cópia pra você.
- Nossa, ela era muito bonita.
Edneide disse:
- Quem era essa bisavó italiana?
Emerson disse:
- O nome dela é Giuliana, era de Nápoles, ela fugiu de lá quando a guerra começou, e foi parar no Recife. Algum tempo depois, ela foi demitida de lá e veio pra cá, ela chegou a trabalhar na casa da mãe daquele coroa, Antônio Neto, o que lutou na guerra.
- Nossa! - disse Edneide.
Aline Débora disse:
- Nossa bisavó era muito valente, ela até matou o cangaceiro Biu Ipojuca em 1958.
- Foi, mas foi por acidente. Eu tive a oportunidade de conhecê-la viva e bem velhinha, e ela me contou tudo.
Aline Débora se levantou e disse:
- Bom, vou indo. Pode ficar com essa foto.
- Obrigado, prima! - disse Emerson.
Aline Débora se retirou, e Emerson disse:
- Aline assim descalça, igual nossa bisavó, ela só vivia descalça.
- Caramba, gostei da história dessa mulher, me conte mais.
- Senta aqui, que vou te contar os detalhes.

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