quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Jacilene em Vila Dourada

 

Com 59 anos de idade, já casada e com filhos, a francesa Jacilene, que nasceu em Paris e morara por muitos anos em Vila Rica, se viu em um lugar pacato no interior de Pernambuco, para onde foi com seu marido assim que se casou. O ano era 1811 e o referido povoado havia crescido, inclusive com capela e feira livre ao redor da fazenda onde residia. 

Jacilene decidiu dar o nome de "Vila Dourada" ao local, como uma espécie de homenagem à Vila Rica, por soar parecido e com o mesmo sentido. 

Feliz e tranquila, Jacilene caminhava pelas ruas do pequeno vilarejo, que nesse ano, recebeu a elevação à categoria de Vila. O local havia crescido muito em pouco tempo. 

Os habitantes do vilarejo saudavam a francesa e seu marido. Por esse motivo, Vila Dourada, além de preservar características nordestinas, também cultiva a cultura francesa. 

O território de Vila Dourada era enorme, mas sofreu uma série de desmembramentos com o passar dos anos. Primeiro, Serra Grande do Agreste se emancipou em 1890, e deste lugar, Nova Humaitá se emancipou em 1928. Mais tarde, Vila Dourada ainda perderia o sítio Maniçoba, que em 1963 se emancipou e recebeu o nome de Lagoa da Italianinha. 

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