Em sua lanchonete na rodoviária, Marlene ficou incomodada com a presença de Dardina, uma ex-moradora de rua que resolveu passar por ali. Marlene disse:
- O que tu quer aqui, galega?
- Calma, isso é jeito de me tratar? Vim relembrar dos velhos tempos quando a gente morava nas ruas e batia carteiras.
- Tu é uma suja, Dardina. Fosse para um abrigo e ainda tais assim?
- Oxe, se eu passar a vestir roupa limpa, ninguém mais dá esmola pra mim. Tenho que sair nas ruas suja, fedorenta e descalça, não é?
Marlene disse:
- Tá bom, pode dar meia volta.
- Oxe, eu quero café.
- Tem dinheiro????
- Tá aqui o dinheiro, bruaca!
Marlene pegou dinheiro e deu café para Dardina, dizendo:
- Pronto, agora, vaza! Não quero tu perturbando aqui. Além de eu ser dona da lanchonete, sou diretora nessa rodoviária.
- Olha só, a maloqueira se deu bem mesmo. Pena que sua irmã Marly não pode dizer o mesmo, ela continua nas ruas.
- Continua porque ela é problemática e preguiçosa. Agora, vaza.
- Tá bom. Depois eu volto, foi um prazer te rever.
Dardina se afastou dali, e Marlene dizia:
- Golpista!

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