Numa certa tarde, na sua mansão, Danúzia estava em sua casa, quando viu sua prima Gilvânia, a quem odiava. Danúzia disse:
- Eu posso saber o que tu está fazendo aqui na minha casa?
- Ué, eu sou sobrinha do seu pai, e ele, por sinal, está conversando com meu irmão no escritório dele.
- Deveria ser proibido tu pisar seus pés sujos e nojentos nesta casa.
Gilvânia riu e disse:
- Tu se acha muito a última bolacha do pacote, né, priminha querida? Cuidado que as últimas bolachas do pacote sempre vêm quebradas.
- Gracinha, querendo ser piadista, nem pra isso tu presta. Aprendeu isso na cadeia onde tu ficasse presa é?
- Ué, isso todo mundo sabe aqui fora. - disse Gilvânia.
Danúzia disse:
- Tu é uma insolente, Gilvânia. Tenho vergonha de ser sua prima.
- Ué, não diga, é recíproco. Também odeio ser sua prima.
Pouco depois, o deputado estadual Moab, pai de Danúzia, apareceu na sala com o sobrinho, o vereador Marco Aurélio, irmão de Gilvânia. Moab disse:
- Que bom te rever, sobrinha. Faz tempo que você não aparece.
- Pois é, tio.
Danúzia disse:
- Claro, estava presa.
- Não seja indelicada, Danúzia - disse Moab.
- Não se preocupe, eu já estou acostumada, e além do mais, realmente estive presa, né? - disse Gilvânia.
Marco Aurélio disse:
- Bom, vamos parar com brigas, que não leva ninguém a nada. Vamos embora.
Marco e Gilvânia saíram dali, e Danúzia disse:
- Era pra essa pé sujo ser proibida de pisar aqui.
- Nada disso, ela é minha sobrinha, é sua prima.
- Tenho até vergonha de ter uma prima tão nojenta...

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