Em Lagoa da Italianinha, Gilvânia, a irmã do vereador Marco Aurélio, saiu para a rodoviária para tomar um café por ali, e foi atendida por Marlene. Gilvânia, que também é sobrinha do deputado estadual Moab, deu um show de antipatia, enquanto era atendida. Marlene disse:
- Vai querer alguma coisa?
Gilvânia disse:
- Se eu não quisesse eu não estava aqui, estrupício.
Marlene respirou fundo para evitar dar uma resposta e perder a cliente. Marlene serviu um café para Gilvânia, que disse:
- Só estou aqui por causa do meu irmão, afinal, ele me paga e eu não preciso trabalhar. Mas aqui não tem nada de interessante.
Marlene perguntou:
- Mais alguma coisa, senhora?
- Tem baratas, insetos, por aí? Gosto de comer insetos.
- Eca., Aqui a gente não serve isso, não.
- Pois deveria. Que porcaria de lanchonete é essa?
- Olha, senhora, aqui já trabalho há anos, e não existem reclamações.
- Grande coisa. Vou pagar só esse café, mesmo, e olhe lá. Vou pra minha casa, aqui não tem nada que preste, vou dormir agora...
- Essa hora, ainda pela manhã?
- Sim, dentro do meu caixão confortável.
Gilvânia pagou e foi embora. Marlene dizia:
- Que mulher mais antipática.
Deinha, sua funcionária, viu de longe, e disse:
- Essa é a irmã descalça do vereador que dizem que dorme num caixão e come insetos?
- Ela mesma. É que a prima dela Danúzia, odeia.
- Danúzia? Gilvânia? Dou uma na outra e não quero troco.

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