Lagoa da Italianinha, por se localizar no agreste de Pernambuco, ter sido fundada por italianos e ter a presença de colônias alemã e portuguesa, acabou se tornando uma cidade multicultural.
A imagem acima mostra a pernambucana professora Issa, a italiana Lanie, a alemã Inalda e a portuguesa Mary Dee, que viviam na década de 30, na época da fundação da cidade.
A professora Issa ensinava em uma escola do sítio Maniçoba, atual Lagoa da Italianinha, que na época, fazia parte do vizinho município de Vila Dourada. Entre seus alunos, estiveram Antônio Neto, que viraria pracinha na guerra, e a pequena italiana Alycia.
Já a italiana Lanie, mãe de Alycia, havia deixado a Itália, com seu marido e dois filhos, para fugirem da ditadura fascista, com outra família italiana, e escolheram o Nordeste para morar.
A alemã Inalda, artista plástica e judia, já tinha chegado da Alemanha desde 1915, por conta da Primeira Guerra Mundial, e foi a primeira estrangeira a residir no sítio.
A portuguesa Mary Dee deixou Portugal também por questões políticas, e chegou ali juntamente com os italianos.
Anos mais tarde, em 1963, o sítio Maniçoba desmembrou-se de Vila Dourada, e virou Lagoa da Italianinha. Hoje, devido aos seus descendentes, a cidade respira lado a lado as culturas nordestina, italiana, alemã e portuguesa.

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