Nascida nos arredores de Berlim em 1890, a jovem Lucélia foi criada no judaísmo por seus pais judeus. Ela frequentava a mesma sinagoga que Inalda e Danielly, que eram primas uma da outra, e Stella.
Lucélia passou um longo tempo solteira, e sempre foi considerada uma mulher bonita e inteligente. Mas ela não imaginava o inferno que viveria por questões políticas. Nessa época, a Alemanha, tomada pelo antissemitismo, estava dando espaço a um partido extremista que pregava abertamente a exclusão dos judeus da comunidade alemã.
Mas Lucélia nunca teve medo. Ela nunca escondeu suas crenças, e exibia em público. Por sua coragem, Lucélia passou a ser mais perseguida, especialmente, a partir de 1933, quando o tal partido alcançou o poder. Não escapou de um campo de concentração, seguindo o mesmo rumo de Stella e de Alessandra, uma jovem comunista. Inalda estava no Brasil e Danielly, depois da Noite dos Cristais e com o começo da Segunda Guerra Mundial, conseguiu fugir para o Brasil.
Lucélia, porém, conseguiu escapar do campo de concentração em 1943. Não tinha mais a mesma beleza de antes, estava magra, pálida e muito doente. Mas conseguiu se refugiar e fugiu para a Palestina. Stella morreu em 1945 e Alessandra foi libertada pelos soviéticos. Nessa ocasião, Inalda, Danielly e Alessandra pensavam que Lucélia estava morta, mas ela havia fugido, como foi dito acima.
Lucélia finalmente conseguiu viver em paz e passou o resto de sua vida no Estado de Israel, que surgiu em 1948.

Nenhum comentário:
Postar um comentário