segunda-feira, 31 de março de 2025

O orgulho da "mendiga chique"

 

A mendiga chique Warlla, que vive pelas ruas de Lagoa da Italianinha desde 2022, segue chamando atenção por sua pose de elegante. Warlla não abre mão de sua elegância: usa uma blusa social branca suja, paletó vermelho, calça vermelha e sapatos salto alto vermelhos. Diferente dos outros mendigos, Warlla detesta andar descalça, e usa sapatos até mesmo quando está dormindo ou na água.

Warlla foi procurada por membros da Secretaria de Ação Social, mas ela se recusa a sair das ruas. Warlla diz que prefere morar nas ruas do que "viver de favor" ou "morar de aluguel". Warlla também é conhecida por seu gênio difícil e é detestada em sua própria família. 

domingo, 30 de março de 2025

Alice se afasta de Wéllia


Filha da publicitária Wéllia, Alice anda sentindo mais vergonha de sua mãe. Não só por conta das maldades de Wéllia, mas pelos costumes exóticos e nojentos dela. Apesar de Wéllia ser uma madame, ela nutre alguns costumes, como fazer necessidades nas calças e se sujar de lama. Quando Alice foi sugestionada pela sua mãe a também "cagar nas calças", Alice ficou horrorizada. 

Desde então, Alice tenta procurar um tratamento psiquiátrico para sua mãe. Ela anda mais com sua tia Malu, que além de ser ótima pessoa, é mais lúcida.

Jacilene feliz na água


No ano de 1788, nas proximidades de Vila Rica, a francesa Jacilene foi se banhar em um rio, e alguns homens que ali estavam ficavam impressionados. Ela entrou com vestido e tudo, e se divertia feito um peixe na água.

Jacilene estava sorridente, bastante feliz e com os olhos brilhando. Quando ela saiu da água, com vestido e sapatos molhados, um deles perguntou:

- Que mal lhe pergunte... a senhora entrou toda vestida na água porque

Jacilene disse:

- Estou tão feliz que nem quis tirar nada, entrei com tudo na água. 

- E porque estás feliz

Jacilene disse:

- E desde quando para ser feliz tem que ter motivo 

Margarete em Munique

 

Estando em crise no seu namoro, Margarete decidiu se afastar de Berlim por um tempo. Ela estava cansada também das investidas do artista Waldo, que é apaixonado por ela há algum tempo. 

Margarete se refugiou por um tempo em Munique, passando quinze dias por lá. Ela só se comunicava com seus pais e sequer perguntava por Waldo. 

Enquanto isso, em Berlim, Waldo perguntava por Margarete, mas ele não sabia. Nem os pais dela podiam dizer, pois haviam sido proibidos por ela.

Capitu no albergue

 


Desde que saiu das ruas e foi para um albergue, Capitu se sente feliz. Mesmo assim, ela não quer contato com suas irmãs gêmeas Wéllia e Malu, principalmente a Wéllia, por ser malvada. 

Capitu estava brincando com seu urso de pelúcia, e a médica do albergue disse:

- Você é parecida demais com  aquelas irmãs gêmeas, a Wéllia e a Malu...

- Eu sei. Elas são minhas irmãs. Mas não quero conversa com elas. Essa família me largou nas ruas e odeio pessoas ricas. 

 

Rita passa o domingo na rodoviária


Num domingo, na rodoviária de Lagoa da Italianinha, Rita de Cássia havia passado a noite dormindo ali. Ela já estava há seis meses fora de casa, e não queria mais voltar. Estava gostando de morar nas ruas. 

Marlene, a dona da lanchonete, lhe serviu um café e disse:

- Tu não quer mais voltar pra casa 

- Nunca mais! - retrucou Rita, tirando a chupeta da boca. - estou amando viver sem teto. 

- Mas tu fica sozinha...

- Nada... tenho a Dalila, minha filhinha, minha companhia verdadeira... - disse Rita, referindo-se à sua boneca.  

Rita de Cássia devorou o lanche ali, feliz.

 

 

sábado, 29 de março de 2025

Uma família querida

 


Em Fortaleza, no ano de 1867, vivia a família do barão Almir, uma das mais respeitadas e influentes da cidade. O barão Almir, um homem de negócios astuto e visionário, havia construído sua fortuna com o comércio de algodão e outros produtos. Sua esposa, a baronesa Delma, era uma mulher de grande beleza e inteligência, conhecida por sua habilidade em gerenciar a casa e cuidar da família.


A família do barão Almir era composta por quatro filhos: Aline, Alvanir, Aurineide e o pequeno Daniel. As filhas mais velhas, Aline e Alvanir, eram mulheres inteligentes e independentes, que haviam recebido uma educação de qualidade e estavam envolvidas em atividades sociais e culturais da cidade.


Alvanir, em particular, era uma jovem mulher de convicções fortes e paixão pela justiça. Ela era uma abolicionista convicta e lutava ativamente pelo fim da escravidão no Brasil. Sua posição era incomum para a época, especialmente em uma cidade como Fortaleza, onde a escravidão era uma prática comum.


Aurineide, por outro lado, era uma jovem mulher mais reservada e introspectiva, que se dedicava à pintura e à música. Ela era uma artista talentosa e sua obra era apreciada pela sociedade de Fortaleza.


O pequeno Daniel, o caçula da família, era um menino alegre e curioso, que adorava explorar a cidade e aprender novas coisas.


A família do barão Almir era conhecida por sua hospitalidade e generosidade. Eles eram frequentemente anfitriões de eventos sociais e culturais, que reuniam a elite da sociedade de Fortaleza.


No entanto, a fama da família do barão Almir não era apenas devido à sua riqueza e influência. A posição de Alvanir como abolicionista e a sua luta pela justiça social também haviam tornado a família objeto de admiração e respeito.


Em uma época em que a escravidão era uma prática comum e a desigualdade social era profunda, a família do barão Almir era um exemplo de que era possível ser rico e influente sem necessariamente apoiar a opressão e a injustiça.


A história da família do barão Almir é um testemunho da importância da luta pela justiça social e da necessidade de questionar as estruturas de poder e opressão. É também um exemplo de como a família e a comunidade podem trabalhar juntas para criar um mundo mais justo e igualitário.

O orgulho da "mendiga chique"

  A mendiga chique Warlla, que vive pelas ruas de Lagoa da Italianinha desde 2022, segue chamando atenção por sua pose de elegante. Warlla n...