sábado, 29 de março de 2025

Juliana no rio

 


Em uma tarde quente de verão, em Lagoa da Italianinha, uma pequena comunidade à beira de um rio, vivia Juliana, uma mendiga conhecida por todos. Seu vestido vermelho, outrora vibrante, agora estava desbotado e sujo, refletindo sua difícil situação.

Um dia, enquanto caminhava pela margem do rio, Juliana sentiu o calor sufocante e a sujeira acumulada em seu corpo. Sem acesso a banheiros públicos ou água potável, ela teve uma ideia. Sem hesitar, Juliana entrou no rio, vestido e tudo, buscando refrescar-se e se limpar.

A água fria envolveu seu corpo, trazendo um alívio imediato. Juliana fechou os olhos, deixando a corrente levar embora a sujeira e o suor. Por um momento, esqueceu-se de suas preocupações e deixou-se levar pela tranquilidade do rio.

Os moradores de Lagoa da Italianinha, que estavam pescando ou lavando roupas na margem, observaram a cena com surpresa e compaixão. Alguns deles, que conheciam Juliana, sabiam das dificuldades que ela enfrentava e se comoveram com sua situação.

Após o banho, Juliana saiu do rio, vestido encharcado e cabelos molhados. Embora ainda estivesse suja e desalinhada, havia um brilho em seus olhos que não estava lá antes. Era um sinal de que, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, há sempre espaço para um pouco de dignidade e auto-cuidado.

A partir daquele dia, os moradores de Lagoa da Italianinha começaram a tratar Juliana com mais respeito e compaixão. Alguns até ofereceram-lhe roupas e alimentos, ajudando-a a melhorar sua situação. E Juliana, embora ainda enfrentasse desafios, sabia que não estava sozinha e que havia pessoas que se importavam com seu bem-estar.

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