Aventuras de uma turma de diferentes culturas. Também postamos aqui as histórias de AMOR E VITÓRIA. Obs: as histórias são de ficção. Ajude a manter nosso trabalho: PIX: noticiasnetpe@gmail.com
terça-feira, 31 de março de 2026
Sara cogita renunciar ao mandato de vereadora
Andreza e Guilherme fazem as pazes
Há alguns dias, os mendigos Andreza e Guilherme andavam com as relações estremecidas, pois Andreza nunca aceitou a ideia de que Guilherme fosse apaixonado por ela. Para ficar distante de sua amada, Guilherme, que é irmão de Valdenes, resolveu passar alguns dias em Vila Dourada.
Guilherme voltou para Lagoa da Italianinha, e morria de saudade de Andreza. Reencontrou com ela e disse:
- Andreza, senti sua falta.
- Eu também, parceiro. Mas não invente de querer namorar comigo. Não vai rolar.
- Tudo bem, mas não quero sair do seu lado.
- Não sei o que tu viu em mim, Guilherme. Estou velha, sou feia, desdentada, suja, fedida a mijo, a bosta, mau hálito, suvaqueira, fumo demais... olha como eu estou, eu caguei nas calças, parceiro, larguei o barro nas calças hoje com raiva.
- Mas eu gosto de você assim mesmo.
- Tá bom. Mas não quero casamento nem namoro. Quero ser uma velhinha solitária das ruas.
- Tá certo. Mas não será solitária, terá minha companhia. Mas como amigo.
- Certo...
Andreza e Guilherme se abraçaram e voltaram a ter amizade.
A golpista Rúbia
Rubia tem ligação com Joni von, um picareta famoso. No ano de 2024, chegou a ser candidata a vice-prefeita na chapa de Joni von, mas rompeu com ele e saiu indo pelos outros grupos políticos, chegando a apoiar Marlene, Danúzia, Ana Karina, Eraldo, Mimi e Myllena, até voltar para Joni von, sendo que ele já tinha outra vice, a Izabel.
Rúbia chegou a ser presa, e é muito desaforada. Ela consegue ainda ter uma amizade com Thallyta, que também não gosta de tomar banho.
Giovanna Victórya toma posse como prefeita de Lagoa da Italianinha
Chegou o grande dia em Lagoa da Italianinha, e a prefeita Myllena, que vai tentar ser deputada estadual, entregou o cargo para sua sucessora, a sua filha e vice-prefeita Giovanna Victórya. A cerimônia de posse ocorreu logo na Câmara de Vereadores, e em seguida, foi para a prefeitura, onde Myllena entregou simbolicamente a chave para sua filha.
Myllena deixa a Prefeitura de Lagoa da Italianinha depois de cinco anos, e fica sem mandato, ao menos por enquanto, pois vai se candidatar a deputada estadual por Pernambuco, fazendo dobradinha com sua ex-adversária, a deputada federal Sandra Valéria.
Giovanna começa forte a sua gestão na cidade, com 14 dos 17 vereadores apoiando o seu governo. Apenas Jane, Vanessa e Quitéria estão na oposição.
A presidente da Câmara de Vereadores, Alba Valéria, passa a ser a primeira na linha de sucessão na cidade, mas Giovanna tem planos de apoiar outra pessoa para substituir Alba no comando da Casa Legislativa.
Myllena, por sua vez, vai passar alguns dias descansando antes de se dedicar a viajar por Pernambuco, e alegou em entrevistas que não pretende interferir no governo da filha e agora, "a prefeita é ela".
Marlene na cachoeira
Numa manhã cedo, Marlene, antes de ir para a sua lanchonete da rodoviária, decidiu ir na Cachoeira Sol Nascente nadar um pouco.
Marlene se divertiu ali na cachoeira, que estava lotada de banhistas. Ela chamava atenção por ter entrado de roupa e tudo, e nadou ali por muito tempo. Marlene saiu da água, e toda molhada, mesmo, foi para sua lanchonete. Deinha, sua funcionária, disse:
- Ué, dona Marlene? Porque estás molhada?
- Fui nadar na cachoeira.
- Oxe, toda vestida?
Marlene disse:
- Com certeza, tu deveria tomar banho assim toda com roupa, pra saber como é muito bom.
- Um dia, eu experimento. Não vai se trocar?
- Não. Já está seca daqui a pouco. Vamos trabalhar.
Marlene nem se trocou e foi trabalhar...
segunda-feira, 30 de março de 2026
Jane rompe com Myllena e vai para a oposição em Lagoa da Italianinha
Na lanchonete de Quitéria, as vereadoras Vanessa, Quitéria, Jane, além de Kátia e Mimi, se uniram para anunciar uma novidade: Jane rompeu com a prefeita Myllena e passou a integrar o grupo de oposição em Lagoa da Italianinha.
Jane disse que conversou com a prefeita, e ela mesma pediu para sair da base governista, pois não estava satisfeita, principalmente depois de Kátia, sua amiga pessoal, ser exonerada da secretaria de Ação Social.
Há poucos dias atrás, dos 17 vereadores, apenas Vanessa era oposição, mas Myllena chega perto de entregar o cargo para sua filha, a vice-prefeita Giovanna Victórya, com três vereadoras na oposição. Ela ainda perdeu as vereadoras Quitéria e agora Jane, para a oposição.
Myllena se reuniu com os outros 14 vereadores, para garantir que todos eles continuem na base governista, apoiando sua filha na prefeitura. Eles reafirmaram o apoio.
Preocupação de mãe com um filho atordoado
Numa certa tarde de setembro de 1945, no sítio Maniçoba, atual Lagoa da Italianinha, no agreste de Pernambuco, Mônica estava em sua casa, quando viu seu filho Antônio Neto meio sujo e com ar de atordoado. Mônica disse:
- O que tu tem, filho?
- Nada, eu só estava na enxada, mãe.
- Desde que tu voltou da guerra, tu tá esquisito, olha tu, parecendo um mendigo. Vou te dar um banho.
- Não, mãe, não precisa.
- Vai tomar banho, sim, tu ficar descalço, eu ainda admito, mas tu ficar sujo e fedendo, aí já é demais, filho.
Mônica levou Antônio Neto para o banho. Alguns meses antes, Antônio Neto estava no norte da Itália, na guerra, e sua experiência por lá lhe trouxe lembranças traumáticas. Ele ainda estava preocupado com a italiana Roberta, que conheceu na Toscana e por quem se apaixonara, mas que ainda não havia conseguido ter contato com ela.
Quando Antônio Neto dormiu, Mônica dizia, com um terço em sua mão:
- Desde que ele voltou da guerra, ele tá estranho, esquisito, tem pesadelos... meu filho voltou vivo, mas muito diferente de antes...
Encontro dos amigos
Amigos de longas datas, a hippie Edneide e o ex-mendigo Valdenes acabaram se reencontrando nas proximidades da rodoviária em Lagoa da Italianinha, depois de muito tempo. Edneide disse:
- Fiquei sabendo que tu saiu das ruas, é verdade?
- Sim, desde 2022.
- Que massa, e eu não moro mais naquela casa que tu ia pegar comida, eu estou com hippies por aí, alugamos casas de seis em seis meses, a gente se muda, para não se apegar a nenhum lugar.
- Interessante.
Edneide disse:
- E tu continua descalço, moço?
- Sim, eu saí das ruas e decidi continuar descalço. Sou filho de índia, e amo viver com os pés no chão o tempo todo, até pro trabalho eu vou descalço.
- Caramba, e o teu patrão deixa?
- Patrão, não, patroa. É a juíza Suely, ela anda descalça e é irmã da Myllena, a prefeita descalça.
- Eita, então arrumasse a melhor patroa.
- Com certeza. Estou indo ali lanchar na lanchonete de Quitéria, que ir?
- Claro!!!
Edneide e Valdenes foram para a lanchonete, e ali conversaram bastante. Depois das 20h, cada um voltou para sua casa.
sábado, 28 de março de 2026
Uma cidade dividida por uma polarização falsa
Na pequena cidade de Nova Humaitá, que ficaria próxima à Lagoa da Italianinha, no agreste de Pernambuco, a população vive um verdadeiro clima de guerra, e "azuis" não falam com "vermelhos". Até casais foram desfeitos por causa de uma briga política que não passa de uma farsa.Quando Nova Humaitá se emancipou de Serra Grande, em 1928, um astuto coronel mandou chamar o filho e o sobrinho para uma conversa. Mandou o filho ir para um partido de direita e o sobrinho para um partido de esquerda. Seguindo as ordens do coronel, eles deveriam se atacar um ao outro e evitar encontros públicos. Oficialmente, o filho era o candidato do coronel, e o sobrinho fingia ser oposição.
Anos se passaram e essa astúcia desse coronel fez com a população da cidade se dividisse, e assim Nova Humaitá ficou para trás em comparação com Serra Grande, Vila Dourada e principalmente Lagoa da Italianinha. Mas enquanto as pessoas brigam, trocam xingamentos e até se matam pelos grupos políticos da cidade, os herdeiros do coronel estão desfrutando desse controle absoluto da cidade alimentando os dois partidos e com encontros longe da vista do povo.
Obs: essa história é fictícia e faz parte de Rompendo Distâncias. Mas será que tem alguma relação com a realidade?
Cliente recebe visita de Wéllia em estado de loucura
Mesmo estando em estado deplorável - suja, descalça, descabelada e com as calças encardidas -, a publicitária Wéllia, que está em estado de loucura, foi atrás de seus clientes. Chegou a uma loja e o dono a recebeu, e ele disse:
- Mas o que significa isso? Que catinga é essa de... de... tu sabe de que, daquilo que nós despejamos quando comemos.
- Isso não é catinga, isso é aroma, meu perfume é diferente.
- Não sabia que agora havia perfumes com aroma de xixi e de cocô, essa é nova.
Wéllia disse:
- Chega de tro-ló-ló, vamos falar de negócios!
- E tem como tu falar de negócios nesse estado que você está?
- Eu negocio até dormindo.
O homem disse:
- Pois eu não vou mais fazer negócios com você, vou procurar aquela outra publicitária, a Branquinha, uma moça educada e gentil.
- Ah, aquela mocinha de chinelinho, que é quase igual aos mendigos pé sujo?
- Tu nem pode falar, que tu tá descalça. Pode ir embora, vou cancelar o contrato com você.
Wéllia disse:
- Tudo bem... quando for amanhã, vai estourar um escândalo em Lagoa da Italianinha...
- Que escândalo?
- Um homem muito correto, com esposa e filhos, imagina como vai ficar o povo quando souber que tem uma amante em Vila Dourada.
O homem ficou assustado, e ele disse:
- Quem te contou isso?
- Eu investigo todos os meus clientes. E é isso, se tu quiser, continue comigo e nada acontece ou vai fazer contrato com a moça dos chinelinhos e aguente as consequências.
O homem, com raiva e sem ter escolha, renovou o contrato com Wéllia, que saiu dali, radiante. Ele chamou a secretária, que chegou e disse:
- Credo, patrão, que catinga de bosta é essa?
- Essa louca cagada que apareceu aqui, e eu tive que renovar o contrato com ela, ela é quem faz a publicidade da loja.
- Deveria ter interrompido, aquela moça, a Branquinha, é muito melhor.
- Eu sei, mas não pude.
- Porque?
- Não faça perguntas, pegue um spray pra borrifar essa sala e tirar essa catinga de merda, vamos logo.
- Sim, senhor.
Enquanto isso, Wéllia chegou no seu escritório, e Geisy e Vitória estranharam. Geisy disse:
- De onde tu vem?
- Fui no escritório do dono daquela famosa loja da Nilo Peçanha.
- Oxe, e tu foi assim, mijada, cagada e descalça? Ele com certeza rompeu contrato com você.
- Claro que não, ele renovou.
Vitória disse:
- Oxe, mas como a senhora conseguiu?
- Eu tenho meus modos...
Wéllia entrou na sala, deixando as duas horrorizadas.
sexta-feira, 27 de março de 2026
Uma diretora rigorosa
Vinda de Milão, lá na Lombardia, a diretora do colégio onde Vitório estuda, em Vitalba, na Toscana, é bastante rigorosa. De início, ela não engoliu a história do aluno andar descalço inclusive nas aulas. Mas Vitório implorou que ela aceitasse, e ela acabou cedendo, abrindo espaço para mais na frente, aceitar outra aluna descalça, a Sara Sofia.
Mas mesmo assim, ela é bastante rigorosa. Ela chegou a deter Enzo e Vitório na sua sala depois deles brigarem no pátio do colégio.
Ela é muito detestada por alguns alunos, mas uma das que mais se aproxima dela é a Wilma, a estudante perversa colega de Vitório. Apesar de estranhar que ele ande descalço, a diretora admira a inteligência do menino Vitório e a capacidade de memorizar datas, História e Geografia da Itália.
Priscila na chuva
Numa noite de chuva forte em Lagoa da Italianinha, a mendiga Priscila caminhava como se nada estivesse acontecendo. Mesmo levando forte chuva sobre si mesma, e toda encharcada, Priscila caminhava lentamente.
Alguém perguntou:
- Corra pra um abrigo, tá chovendo forte, moça.
- Não quero abrigo! - disse Priscila, com raiva.
A chuva forte caía sobre ela, e ela nem se importava. Alguns gritavam com ela, e ela nem ligava. Priscila falava sozinha e dizia:
- Que diferença faz eu levar chuva, sol, sereno? Durmo aqui todas as noites assim, nas ruas, mesmo. Sou andarilha e não tenho abrigo. Eu só lamento que essa noite não vou poder bater uma carteirinha aí e descolar uns trocados...
Giovanna Victórya já tem data para se tornar prefeita de Lagoa da Italianinha
Na contagem regressiva para entregar o cargo de prefeita de Lagoa da Italianinha, Myllena observa com orgulho sua filha Giovanna Victórya, que é também a vice-prefeita, se preparando para assumir o cargo. Myllena já renunciou ao mandato e a transição do cargo foi marcada para o dia 31 de março. Após cinco anos gerindo a cidade, a prefeita descalça vai tentar um mandato de deputada estadual por Pernambuco.
Para garantir o sucesso da gestão de sua filha, Myllena fez aliança até mesmo com a deputada federal Sandra Valéria, de quem foi inimiga ferrenha por 13 anos, e em troca disso, conseguiu da deputada um apoio para sua filha.
Giovanna tem lido projetos de lei e estudado bastante sobre gestão. Enquanto ela estudava, ela percebeu que sua mãe a observava, e disse:
- Mãe, a senhora aí?
- Sim, me orgulhando da filha que tenho que vai ser a prefeita desta cidade em poucos dias.
- Verdade, estou me preparando muito.
Myllena disse:
- Isso, filha. Seja melhor que eu, faça isso, querida. E outra, a gestão será sua. Eu posso dar conselhos, mas você terá a caneta na mão. Está preparada?
- Sim, mãe.
- Dia 31, estou passando o cargo pra você definitivamente.
- Certo.
Myllena deu um grande abraço em sua filha Giovanna.
Mimi e Kátia tentam trazer mais uma vereadora para a oposição
Numa certa noite, Mimi e a ex-vereadora Kátia foram no escritório da vereadora Jane, amiga pessoal da Kátia. Jane faz parte da base aliada da prefeita Myllena, mas está cogitando sair e ir para a oposição.
Jane é tão amiga de Kátia que em 2024, abriu mão de ser a candidata a vice de Mimi para ceder a vaga para Kátia, que tinha acabado de romper com a prefeita. Jane, assim, foi candidata a vereadora e acabou eleita.
Jane está pensando em "pular do barco de Myllena" não só pela sua amizade com Kátia, mas por sua insatisfação com algumas situações da gestão. Jane chegou até a ser barrada na Prefeitura por Karoline e Ilene, as duas irmãs de Myllena.
Jane ouviu as propostas de Mimi e Kátia e prometeu averiguar, se reunir com seu grupo para tomar a decisão final.
O dia que Giuliana deixou sua pátria
Setembro de 1939. A Segunda Guerra Mundial havia começado e a Itália estava envolvida nela, ao lado da Alemanha e do Japão, contra França e Inglaterra. Uma jovem e bela camponesa da Campânia, que já tinha 30 anos e vivia sozinha, resolveu se aventurar para longe dali. Chegando em Nápoles, tomou o primeiro navio rumo ao Brasil.
Giuliana sempre foi conhecida por ter gênio forte e ser muito valente, sem medo de nada. Costumava andar simples e sempre descalça, em todo lugar. Ela era observada por alguns homens durante a viagem de navio, mas os evitava.
Giuliana desceu no Recife e depois de passar algumas noites em um hotel e outras nas ruas da capital de Pernambuco, ela foi empregada na casa de uma família rica. Mas passou apenas cinco anos ali, pois em 1944, Giuliana pediu demissão denunciando o assédio do patriarca.
Ao saber que haviam famílias italianas em um sítio no agreste de Pernambuco, Giuliana foi para lá. Ela tentou trabalhar na casa das famílias italianas, sem sucesso. Empregou-se na casa de Mônica, cujo filho Antônio Neto havia sido convocado para a guerra. Mônica, mesmo sem gostar de estrangeiros, se agradou de Giuliana e a contratou. Somente depois da guerra e da volta de Antônio Neto, Giuliana pôde trabalhar com o italiano Jadiael.
Viveu ali o resto da vida e ali fez família, saudável e longeva, chegando ver até mesmo o século XXI. Aline Débora e seu primo Emerson estão entre seus descendentes - bisnetos - que vivem atualmente em Lagoa da Italianinha.
O desenhista de Lagoa da Italianinha
- Não sabia que tu desenhava, amigo.
- Sim, desde criança, eu ainda morava nas ruas e já tinha esse dom. Meu irmão Guilherme é também artista, mas ele só escreve.
- Uau, que interessante.
Valdenes disse:
- Eu acho que vou criar histórias, sabe? Sei lá, sempre tenho algumas imaginações na minha mente. E eu tô pensando até em oferecer para pais, para que eles possam contribuir com meu trabalho e eu faria histórias dos filhos deles como personagens. O que tu acha?
- Puxa, que ideia interessante, Valdenes. Seria interessante, mesmo.
- Pois é, as crianças de hoje estão consumindo muitas coisas negativas que não a ajudam em nada, seria bom algo assim diferente, e com conteúdo.
- Também acho, amigo. Se tu quiser, eu posso fazer alguns contatos. Eu tenho amigos que têm filhos pequenos, tu poderia fazer seus desenhos, suas histórias personalizadas já com eles, o que acha?
- Ótimo, eu ficaria grato, amiga.
Valdenes fez um desenho de Branquinha e a entregou em suas mãos. Ela ficou encantada.
quinta-feira, 26 de março de 2026
Warlla na cachoeira é vista por dois ex-amigos ricos
Warlla, a "mendiga chique", foi para a Cachoeira Sol Nascente, depois de se sujar de lama. Ela nem se importou com a lotação da cachoeira naquele dia de calor - alguns que estavam ali eram seus ex-amigos de quando ela foi rica -, e ela entrou na água, se lavando e se divertindo.
Alguns a olhavam, e um deles disse:
- Aquela não é Warlla, aquela que foi amiga nossa?
- Ela mesma. Ela tá morando nas ruas faz 4 anos, e tá toda doida do juízo.
- Vamos lá falar com ela...
- Nada disso, ela é uma falsa, tu se lembra do que ela já fez com a gente. Ela merece o castigo que ela tá tendo.
- É... tem razão.
- E olha a loucura dela, desde 2022 eu a vejo com essa mesma roupa.
- É, vamos embora, mesmo.
Warlla nem se importava, e nem os viu. Ficou várias horas nadando na cachoeira.
Marlene serve um lanche para Solange
Marlene, certa tarde, na lanchonete da rodoviária, viu a mendiga Solange, e disse:
- Quer comer alguma coisa, senhora?
- Não estou com trocado, me perdoe...
- Não, é por conta nossa, mesmo. Não se preocupe. Quer comer?
- Sim, estou com muita fome.
Quando serviu o lanche, Marlene observava Solange comendo com alegria, e pensava:
- E pensar que eu já vivi isso...
Quando terminou de lanchar, Solange agradeceu, dizendo:
- Muito obrigada, dona Marlene.
- De nada.
Solange saiu dali, e Marlene foi para dentro da lanchonete.
Geisy e Vitória se assustam com estado de Wéllia
Numa certa tarde, Geisy e Vitória estavam muito assustadas ao ver o estado da publicitária Wéllia, que estava tendo um ataque nervoso e não falava coisa com coisa. Mergulhada em dívidas e vendo sua irmã gêmea Malu namorando com Vinícius, de quem Wéllia gosta, e ainda vendo sua filha sendo mais próxima de Malu do que dela, ela entrou em estado de choque.
Geisy disse:
- Wéllia, o que tu tem?
- Nada, estou bem.
Vitória disse:
- Não é por nada, não, dona Wéllia, mas a senhora tá com uma catinga de merda, e tua calça toda suja e ainda mijada...
- Fica na tua, sua nojentinha pé sujo, senão te mando embora.
Geisy disse:
- Você chamou Vitória de pé sujo, mas você está descalça, Wéllia, cadê seus sapatos?
- Não te interessa.
Geisy disse:
- Wéllia, eu passei ontem perto da rodoviária e vi você dormindo na rua. Ainda bem que tu tava numa rua deserta, você foi expulsa de casa?
- Claro que não. Aliás, vocês estão fazendo muitas perguntas. Vão trabalhar, que hoje tenho que visitar clientes.
Vitória disse:
- Mas dona Wéllia, a senhora tem que tomar um banho...
- Oxe, que banho que nada, eu vou assim.
Geisy disse:
- Wéllia, você está suja e fedorenta, qual cliente vai te receber?
- Eu não quero perguntas, quero que vocês trabalhem, ou mando vocês embora!
Geisy e Vitória não ousavam falar mais nada, e Wéllia se trancou no escritório.
A Declaração de Valquíria
Numa certa tarde, no Terminal Rodoviário de Lagoa da Italianinha, a Valquíria, que anda sempre vestida de noiva, estava ali, sentada, quando Valdenes passava por ali, e Valquíria disse:
- Ei, moço, venha aqui.
Valdenes se aproximou e disse:
- Mas o que tu faz por aqui com essa mala?
- Tô fugindo de casa.
- Fugindo??????
- Sim, minha irmã Selma fica falando mal de mim, porque estou com esse vestido de noiva desde 2012.
- Mas também pudera. Te troca, tu não está em casamento.
- Só vou tirar quando eu encontrar meu futuro marido. Vou me casar com ele com esse mesmo vestido de noiva.
- Tá bom, isso vai ser quando?
- Vai ser logo, disso tenho certeza.
- Ah, e quem é o felizardo?
- Você!
Valdenes ficou surpreso com a resposta, e disse:
- Eu?????????
- Sim, tu anda aí descalço feito eu, tu tem um jeito de ser que eu admiro...eu sei que tu toma banho de roupa e tudo, eu também, meu caro. Eu sei que tu gosta de ler e desenhar, eu amo artistas.
- Mas, espere... não é assim.
- Valdenes, até nossos nomes são parecidos, porque não?
Valdenes disse:
- Olha, tá bom. Vou ter que ir pra casa, depois nos falamos.
Valdenes se retirou, e Valquíria disse:
- Eu sei que ele me acha bonita... não parou de olhar pra mim.
Andreza no rio
Numa certa tarde, em Lagoa da Italianinha, Andreza, a mendiga maluca, caiu no rio, e foi nadar e mergulhar nele. Algumas pessoas a olhavam da ponte, chamando-a de maluca.
Andreza dizia:
- Tão olhando o que? Vão procurar o que fazer!
Não faltou quem risse dela e quem tirasse fotos ou gravasse vídeos. Muitos ironizavam a situação da "ex-modelo de Caruaru".
Mesmo sendo alvo de zombarias, Andreza ficou mais de duas horas no rio, sem se importar com a poluição e a sujeira da água. Só depois desse tempo que ela saiu do rio e foi circular pela cidade.
Marília do Acordeon enfrenta zombadores no Pátio
A bela e talentosa Marília do Acordeon, em Lagoa da Italianinha, é muito querida e cotada para apresentações artísticas. Dona de uma voz firme e poderosa, ela atrai admiração, mas atrai também inveja e é alvo de zombarias por ela andar sempre descalça, mesmo em público.
Certo dia, no Pátio Verona, Marília fazia sua apresentação com sua sanfona, e muitos a aplaudiam. Mas chegaram dois rapazes, que eram de Serra Grande do Agreste, cidade próxima. Um deles, que usava um boné, jogou 2 reais, dizendo:
- Tome, pra comprar um chinelo. Ahahahaha
Marília ficou incomodada, e disse:
- Desculpe, eu não uso calçados. Se é pra isso, pode pegar seus míseros 2 reais de volta.
- Puxa, que ingrata. Além de maloqueira, pois tu só anda descalça, isso é coisa de maloqueira, ainda é abusada.
- Moço, não existe nenhuma lei que me obrigue a usar chinelos, sapatos ou sandálias, eu estou dentro da lei, eu amo andar de pés no chão e pretendo continuar assim e não é um sujeito da tua laia que vai me obrigar a fazer o contrário.
- Eita, além de pé sujo, é abusada.
Marília disse:
- Olha, tu saiu da cadeia depois que tu agrediu minha amiga lá de Serra Grande e agora vem aqui encher o saco?
- Oxe, que parada é essa, doida, que tu tá falando?
O outro rapaz disse:
- É melhor ir embora, essa maluca do pé sujo te conhece.
Marília disse:
- Eu já sei que tu é o tipo de homem misógino que adora humilhar mulheres, nem a tua mãe tu respeitou. E vem me criticar porque eu ando descalça?????? Eu prefiro meus pés sujos do que um coração podre feito o seu.
O homem ficou irritado, e nervoso, mas o outro amigo o segurou, e disse:
- Vamos embora, essa mulher te conhece.
- Ah, que pena estarmos em público. Senão tu ia ver.
- Vai, eu não tenho medo de tu, não.
O outro amigo insistiu:
- Vamos embora, chega.
Eles saíram dali, e Marília, sorridente e bela, pegou sua sanfona e continuou fazendo sua apresentação no Pátio.
segunda-feira, 23 de março de 2026
Danúzia zomba de Warlla
Numa certa noite, Danúzia foi a um beco no centro de Lagoa da Italianinha e encontrou a mendiga chique Warlla, deitada em uma calçada. Warlla, vendo-a, disse:
- O que tu quer aqui?
- Nada, vim só cumprimentar a madame Warlla, cuja casa e mansão de luxo é o mundo, a rua...
- Toda cheia de gracinhas... mas cuidado, que eu sei do teu passado, e se eu denunciar, tu vai passar anos na chave.
- Oxe, eu sou rica, jamais irei presa, estamos no Brasil. Agora, tu? Tu mora nas ruas, tu é igual esses mendigos nojentos. E olha, se tu denunciar, tu também vai sair das ruas. Mas pra cadeia. Mas tu fica, porque tu é pobre, e eu não.
- Fora daqui! Tu ainda me paga, Danúzia!
- Warlla, eu não tinha medo de tu quando tu era rica, vou ter medo hoje, que tu é uma simples mendiga fedendo a merda, é?
- Vai zombando, vai zombando, que teu sal tá se pisando.
- Vou embora, pobreza pode ser contagioso... durma bem aí do lado dos insetos, das baratas, dos ratos, da sujeira...
- Vá embora!
Danúzia, dando risadas maldosas, saiu dali, entrou em um carro e foi embora. Warlla estava com ódio, e dizia:
- Essa bruxa me paga!
Uma briga interrompida
Numa certa noite, numa praça principal em Lagoa da Italianinha, a vintage Fabíola, o artista Valdenes e a cantora Wiviane estavam conversando. Acontece que Valdenes novamente as pegou brigando, e separou as duas. Valdenes disse:
- Não sei porque, duas moças tão bonitas e tão maluquinhas, brigando assim...
- Olha quem fala, Valdenes, em maluquice, tu aí descalço... - disse Fabíola.
- Mas não falei por mal, gosto de pessoas malucas. Por favor, porque vocês não tentam se dar bem?
Wiviane disse:
- Eu me dar bem com essa doida que veste roupa do tempo da minha avó? Jamais.
- E tu, que parece maloqueira, só anda de chinelos e roupa suja? Até o Valdenes, descalço, consegue ser mais elegante que tu - disse Fabíola.
- Vamos parar com isso, eu quero que vocês se dêem as mãos.
Fabíola disse:
- Nunca, eu posso me contaminar com a pobreza dela.
- Mas ela nem é pobre, ela é irmã da vereadora Jane.
- Mas parece uma pobre. Eu sou uma madame fina e elegante.
Wiviane riu e disse:
- Pronto, agora lascou mesmo.
- Vamos parar com isso - disse Valdenes.
Fabíola disse:
- Quer saber, vou embora, preciso descansar minha beleza. Até amanhã, sua doida.
- Até amanhã, sua megera.
Fabíola se retirou, e Valdenes disse pra Wiviane:
- Não sei qual de vocês duas é mais doida...
Wiviane não disse nada e se retirou. Valdenes voltou pra casa.
Marlene reencontra Claudinha
Certo dia, Marlene chegou em sua lanchonete, e encontrou a mendiga Claudinha tomando café. Marlene disse:
- Claudinha, você tomando café aqui?
- Sim, mas eu paguei, não se preocupe.
- Eu sei disso. Você adormeceu aqui a noite toda, do lado de fora da rodoviária...
- Sim.
- Claudinha, nem imagino como tu aguenta, eu já vivi nas ruas, e digo que é sofrimento.
- Eu sei. Mas eu sou só. E sabe? Eu estou do lado dos meus amigos de rua. Sempre para ajudá-los.
Claudinha terminou seu lanche e disse:
- Vou indo, dona Marlene. Obrigada por me ouvir.
Marlene ficou surpresa com o tratamento dela. Na verdade, Marlene e Claudinha tiveram muitos atritos quando Marlene ainda morava nas ruas.
Benjamim recebe visita de Branquinha
Numa certa tarde, em Nova Humaitá, no agreste de Pernambuco, o jovem Benjamim recebeu sua amiga, Branquinha, que viera de Lagoa da Italianinha a trabalho. Ela disse:
- Está gostando daqui?
- Tô, sim, mas te confesso que desisti da política aqui...
- Mas porque?
Benjamim disse:
- Aqui tem uma polarização, direita contra esquerda, isso há anos, uma terceira via aqui não consegue ter vez.
- Ué, mas você tem que entrar, ser uma nova opção pra essa gente.
- Mas tem um problema, Branquinha. Alguns anos atrás, um coronel mandou chamar um filho e um sobrinho, e mandou o filho pra um partido de direita e um sobrinho para um partido de esquerda, aí nasceu essa rivalidade falsa, pois eles fingiram que brigavam. E o povo daqui segue até hoje o partido de um ou o partido do outro.
- Ué, o povo sabendo disso, ainda mantém isso?
- Mas existem vantagens nisso tudo, querida. E essa polarização fez muito mal à essa cidade, somos a menor das quatro aqui das redondezas. Vila Dourada, Serra Grande e principalmente, a tua cidade, Lagoa da Italianinha, onde lá só o bairro Mary Dee é maior do que toda a cidade aqui.
- É ruim... isso tá acontecendo até a nível de Brasil.
- É verdade, isso tudo me entristece. Ver o povo dessa cidade comendo corda de uma farsa montada por um astuto coronel que conseguiu dividir o povo e garantir seu poder, pois independente do lado eleito, ele sempre estava ganhando com isso. Ele morreu há anos, mas a família dele ainda goza dessa benesse, mandando uns para direita, outros para esquerda, e eles, só luxando e com casas longe daqui, tem até comércio grande lá em Lagoa da Italianinha.
- Nada disso é eterno, um dia isso pode ser quebrado.
Vitória leva um susto ao encontrar Priscila
Numa certa noite, Vitória estava indo para casa, quando se deparou com a mendiga Priscila, que a olhava com tom ameaçador. Vitória, assustada, disse:
- O que tu quer, Priscila?
- Calma, não vou te morder, querida. Mas tu não se lembra dos bons tempos que batíamos carteira juntas nas ruas, né?
- Não me lembro.
Vitória ia saindo, e Priscila pegou no braço dela e disse:
- Tu se acha muita coisa depois que tu saiu da rua, né, querida? Mas tu não ficasse rica, não, tu só não tá dormindo nas ruas feito eu.
- Me deixe em paz!
- Tá bom, Vitória, posso te deixar em paz... mas me dá um trocado aí.
- Tô sem nada.
- Para com isso, tu trabalha no escritório daquela cagona da Wéllia, e eu sei que ela te pagou, e tu ainda recebe mesada daquele teu irmão paspalho Valdenes.
Vitória pegou 10 reais e deu, e Priscila disse:
- Só isso????
- Tu acha pouco? Era o dinheiro que eu ia pegar moto-táxi.
Priscila amassou o dinheiro e jogou em Vitória, dizendo:
- Pode ficar com isso. Isso é esmola. Eu posso pegar muito mais do que isso.
Vitória pegou os 10 reais e foi embora. Priscila dizia:
- Abusada... depois que saiu das ruas, se acha melhor que os outros. Mas vou dar um jeito nela...
Vanessa é barrada em um restaurante
A vereadora Vanessa decidiu visitar um novo restaurante que abriu em Lagoa da Italianinha, mas teve uma surpresa: o segurança encostou nela e disse:
- Aqui, não, dona.
- Mas por que?
- Porque a senhora está descalça. Põe qualquer calçado, depois volte.
- Mas eu não uso calçado.
- Então, pode ir embora daqui.
- O senhor sabe quem eu sou? Eu vou vereadora e posso processar esse restaurante.
- Sinto muito, a regra é clara. Descalços não entram.
- É impressionante esse preconceito com os descalços. Mas tá bom, eu vou registrar isso, e aqui na cidade, muita gente anda descalça e não vai querer mais vir para cá.
O gerente apareceu e disse:
- Posso saber o que está acontecendo?
- Essa maluca quer entrar aqui descalça, senhor - disse o segurança.
- Epa, maluca, não.
O gerente disse:
- Essa aí é a vereadora Vanessa, e já me falaram que aqui na cidade tem uma turma que anda de pés no chão. É melhor deixar ela entrar...
- Mas, se o dono souber...
- Deixe que eu me entendo com ele. Não quero ter problemas com ela, ela é briguenta!
Vanessa pôde entrar, almoçou, pagou e foi embora.
Vitório flagrado por Maria
Numa certa tarde, em Vitalba, depois que chegou do colégio, Vitório foi tomar um banho, mas ele tinha se esquecido de uma coisa: uma roupa seca para pôr depois da ducha. Vitório pensava que sua mãe adotiva Maria estava dormindo, e ele ia saindo do banheiro para o quarto, quando Maria o viu, e Vitório tomou um susto. Maria disse:
- Que é isso, menino? Tu toma banho com roupa?
Vitório disse:
- Não, mãe... é que... acho que estava chovendo.
- Mas como chovendo, filho? Aqui na Toscana hoje tá ensolarado.
- Ah, é mesmo...
- Filho, o que está acontecendo?
Vitório disse:
- É que eu... ia ligando o chuveiro, aí soltou água, sem querer, acabou me molhando todo, sabe? Por isso eu tô indo buscar uma roupa seca.
- Ah, entendi.. vai lá, antes que tu pegue um resfriado, e lave essa roupa.
- Sim, mãe.
- Por um momento, pensei que tu tava tomando banho de roupa, já não basta tua loucura de andar descalço por aí, agora mais essa.
- Não, não...
Vitório, depois do susto, foi pro seu quarto, se trocou, lavou sua roupa e pôs no varal. Ele disse:
- Que alívio, se ela souber que gosto de tomar banho de roupa, ela me interna.
Rita no chafariz de noite
Numa certa noite, em uma praça de Lagoa da Italianinha, a mendiga Rita de Cássia, que tem mente de criança, estava com sua boneca se banhando no chafariz. Rita olhava as pessoas, que tinham ar de zombaria, e dizia:
- Que estão olhando? Tenho que tomar banho, tô toda suja, minhas calças tão sujas de bosta, tenho tomar banho, não? E tenho que dar um banho na minha filha Dalila, também.
Um deles ria e disse:
- Sua filha??? É só uma boneca.
- É minha filha, fica na tua.
Rita começou a jogar água nas pessoas, e dizia:
- Vão procurar o que fazer, bando de desocupados.
Mas alguns riam dela, e ainda tiravam fotos dela na fonte. A polícia não passou por ali e Rita passou muito tempo no chafariz.
quinta-feira, 19 de março de 2026
A loucura e bondade de Fábia
Fábia tem preferido passar a noite sozinha em ruas desertas, segundo ela, para "pensar" e "refletir". É vista muitas vezes falando sozinha em voz alta, como se estivesse conversando com alguém, mas sendo que não tem ninguém por perto. Exposta a perigos, ela também é valente: conta-se que ela já botou valentões para correr diversas vezes.
Alguns alegam que Fábia, que já vive nas ruas há quase 30 anos, teria problemas de loucura, por isso ela continua sozinha, sem família e sem casa. Fábia já recusou algumas vezes sair das ruas.
Se para muitos, Fábia é louca, mas também ela é conhecida por ser de coração generoso. Ela não costuma comer sozinha, e quando acha comida, sai logo atrás de um outro mendigo ou outra mendiga pra dividir. Ela se tornou amiga próxima da mendiga Rita de Cássia, que tem mente de criança.
Solitária, Fábia dorme pouco: adormece em qualquer rua de 3 da manhã e se levanta às 7 da manhã, indo tomar café e um banho no chafariz da praça ou no rio. Anda quase sempre descalça, mas às vezes usa tênis velhos. É uma das poucas mendigas da cidade que não fuma nem bebe - alguns apontam que sua aparência jovial pode ser por isso. Não fala de família, casamento, casa, pois já se contentou com sua solidão e ama os outros mendigos. A única mendiga com quem ela tem alguns atritos é Andreza, a ex-modelo.
Quitéria anuncia rompimento com a prefeita Myllena
A política de Lagoa da Italianinha anda muito agitada, e agora, a vereadora Quitéria decidiu reunir amigos e a imprensa em um espaço no centro da cidade para anunciar que decidiu romper com a prefeita Myllena.
No evento, estavam a vereadora Vanessa, a Mimi e a Kátia, que desejaram boas-vindas à Quitéria ao grupo de oposição.
Quitéria já andava insatisfeita com a prefeita e já fazia críticas públicas. Conhecida por ser brigona, o rompimento seria só questão de tempo.
- A prefeita tem feito de tudo para dificultar minha vida, com apoio das duas irmãs dela, Karoline e Ilene, e além do mais, colocou na gestão da rodoviária a minha pior inimiga, Marlene, que chamou tudo que não presta com a prefeita e agora voltou como se nada tivesse acontecido.
Vanessa estava feliz, e em dado momento, ela disse:
- Ainda bem que não mais a única vereadora da oposição, agora tem Quitéria comigo.
- Mas ainda pode ter mais - disse Quitéria - tem outros insatisfeitos, que talvez não saiam agora, mas lá na frente, tu vai ver.
Mimi disse no microfone:
- Eu fico feliz que aos poucos o grupo está se refazendo, em 2024, Kátia foi minha vice e Quitéria foi candidata a vereadora no meu palanque, e agora, depois de dar um voto de confiança na prefeita, voltou a estar conosco. Naquela época, apenas Vanessa estava do lado de lá, mas ela agora está firme aqui na oposição.
Kátia disse, em tom de alerta:
- Quitéria, parabéns pela sua decisão, estamos juntas, mas se prepare para ser perseguida.
- Estou preparada.
A decisão de Quitéria provocou muita polêmica. A deputada estadual Janayna, irmã de Quitéria, ligou para Myllena e depois foi falar no rádio que continuará na base governista e que a decisão de Quitéria foi pessoal.
Alycia é entrevistada por Angélica e Mário
Numa certa tarde, em Verona, a idosa Alycia recebeu uma visita de duas pessoas que queriam entrevistá-la. Angélica, uma jovem influenciadora, e seu amigo Mário, fotógrafo, queriam conhecer mais sobre a vida dela, principalmente dos anos que ela passou no Brasil.
Ela os recebeu, e ao ser perguntada, disse:
- Hoje eu já tenho 95 anos, eu nasci aqui em Verona em 1930, mas com apenas quatro anos, meu pai Jadiael teve que fugir daqui por causa do fascismo. Ele, minha mãe Lanie e meu irmãozinho Arthur fomos para Pernambuco, onde um sítio que nós fomos morar cresceu e virou uma cidade chamada Lagoa da Italianinha. Eu sou cantora e pianista, já fiz muitos shows e concertos.
Angélica disse:
- Que linda história.
- Sim, lá tem até um pátio chamado Pátio Verona, e inclusive o nome da cidade é por minha causa, pois Italianinha era meu apelido, e eu vivia tomando banho lá em uma lagoa.
Mário disse:
- Me contaram que a senhora teve uma antepassada que voou pro céu lá nesse local, isso é verdade?
- Simmmm, eu vi... eu vi, moço. Isso foi em 1961, há 65 anos. A minha mãe tinha uma tia, chamada Sandra, que era maluquinha, sempre teve mente de criança, mas foi muito rejeitada pela família, ela até morou nas ruas aqui em Verona e foi para um hospício em Milão. Depois da guerra, minha mãe levou ela para o Brasil. Lá, ela, que já tinha uma boneca de pano, ganhou ainda um ursinho de pelúcia. Mas eu lembro. Ela correndo pelas matas quentes de Pernambuco, num dia de sol, ela já velhinha e doente, mas não deixava de ser criança. De repente, ela voou... eu vi, meus pais viram e meu irmão viu.
- Quer dizer que ela foi arrebatada ao céu?
- Sim, minha filha. Eu sei que seu marido aí não acredita, mas...
Mário riu e disse:
- Eu não sou marido dela.
- Namorado? Noivo?
- Não, somos só amigos - disse Angélica.
- Ah, entendi. Vocês formam um belo par.
- Obrigada, mas somos apenas amigos.
- É verdade - disse Mário.
Quando Angélica e Mário iam embora, Alycia disse:
- Nada disso, vocês não vão sair daqui sem tomar um café e comer uma pizza.
Angélica e Mário comeram pizza e tomaram café e depois se despediram gentilmente de Alycia e foram embora. No meio do caminho, Angélica disse:
- Uma senhora muito simpática.
- É, mas essa história da tia-avó dela que voou pro céu, achei que é mentira...
- Será?
- Ninguém voa para o céu com corpo e tudo, amiga.
Vitório é barrado em uma lanchonete por estar descalço
O estudante Vitório passa inúmeras situações constrangedoras por andar descalço o tempo todo, em Vitalba, na Toscana, onde mora. Vitório é proibido de entrar em alguns lugares pelo fato de não usar sapatos. Em uma lanchonete, Vitório queria fazer um lanche, mas o dono disse:
- Garoto, aqui não.
- Por que?
- Porque tu está descalço, aqui não pode entrar descalço.
- Puxa, não sei porque tanta implicância com pessoas sem calçados, até no colégio onde estudo, sou liberado para andar descalço.
- Problema de lá, aqui eu não libero, garoto.
- Tá bom, não vou criar caso com o senhor. Mas perdeste um potencial cliente.
- Regras são regras, garoto.
Vitório saiu dali, um tanto triste. Não queria usar sapatos simplesmente para ter acesso a alguns lugares, mas também não gostava de ser barrado por andar descalço.
Myllena entrega carta renunciando à Prefeitura de Lagoa da Italianinha
Depois da coletiva com a presença da deputada federal Sandra Valéria, a prefeita Myllena foi até o escritório da vereadora Alba Valéria, que é filha da deputada federal e presidente da Câmara Municipal, para entregar sua carta-renúncia.
Myllena vai deixar a Prefeitura com sua filha, Giovanna Victórya, a atual vice-prefeita, que vai assumir os destinos da cidade, e se candidatar a deputada estadual.
Quando recebeu a carta-renúncia, Alba disse brincando:
- Será que vão deixar tu entrar descalça na Assembleia Legislativa?
- Oxe, é claro que vão. Vou toda elegante, mas sempre descalça.
- Tá bom, a carta já está recebida. Marcaremos a solenidade da posse de Giovanna na Prefeitura de Lagoa da Italianinha.
- Foram cinco anos lutando por essa cidade, cinco anos na Prefeitura comandando os destinos desse povo amado. Agora, preciso buscar outros vôos, e espero que Giovanna continue bem esse trabalho. - disse Myllena.
No dia de seu aniversário, Giovanna recebe a confirmação que será prefeita em alguns dias
O presente que Giovanna ganhou é que sua mãe Myllena anunciou publicamente que já está se despedindo do cargo de prefeita, para tentar ser deputada estadual. Isso fará com que Giovanna assuma os destinos da cidade.
O anúncio foi feito com a presença da deputada federal Sandra Valéria e dos deputados estaduais Moab e Janayna, que confirmaram a tentativa pela reeleição. Sandra Valéria será candidata novamente a deputada federal fazendo dobradinha com os três, cada um em seu reduto: Myllena, Moab e Janayna. Sandra Valéria fez acordos visando fortalecer os três, para que eles possam ser eleitos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Giovanna Victórya, por sua vez, obteve a confirmação de que se tornará prefeita dentro de poucos dias, no começo de abril, e ela se sente entusiasmada com a nova missão. Na cidade, Giovanna será a primeira prefeita nascida no século XXI. Myllena, por sua vez, confirmou que já fez a carta de renúncia para ser entregue ao Fórum e à Câmara de Vereadores, para que Giovanna seja empossada prefeita em cerimônia solene.
O plano de vingança de Warlla
Apesar de parecer se conformar em viver nas ruas, a "mendiga chique" Warlla guarda mágoas contra várias pessoas. O que muitos não entendem nessa mulher com aparentes problemas mentais é que ela guarda consigo planos de vingança contra os que ela considera que a prejudicaram.
Warlla andava pelas ruas de Lagoa da Italianinha, debaixo de forte chuva. Ela dizia:
- Meus parentes lá em Caruaru estão debaixo de um teto, eu estou aqui, levando chuva... mas eles me pagam!
Nem mesmo seus familiares escapavam do ódio dela. Seus pais Ricardo e Lourdes e seus irmãos Vanderson, Marilu, Washington e Wellington não a queriam por perto, visto que ela sempre provocou discórdias na família.
Seus parentes de Lagoa da Italianinha, a exemplo de suas primas gêmeas Taline e Teane e seu primo Esdras, também não querem papo com ela.
Além deles, Warlla também queria se vingar de Danúzia e de Wéllia, duas que segundo ela, teriam provocado parte de sua ruína financeira, além de Warlla ainda ter péssima relação com outros moradores de rua, em especial, Rita de Cássia, Gílson, Renata, Andreza e Guilherme. Apenas com outra mendiga, Priscila, que foi outrora sua inimiga, Warlla conseguiu uma aproximação recente.
Levando chuva, Warlla jurava que "todos pagariam" pela situação atual dela.
- Posso até morar nas ruas pelo resto da minha vida, mas eles vão me pagar muito caro. Todos eles!
quarta-feira, 18 de março de 2026
Giovanna Victórya é testada por Myllena
Na sede da Prefeitura em Lagoa da Italianinha, a prefeita Myllena quis conversar a sós com sua filha, a vice-prefeita Giovanna. Ela mandou Giovanna sentar na cadeira de prefeita, e Myllena, observando-a, em pé, disse:
- Daqui a alguns dias, tu estará nessa cadeira, e eu estarei como cidadã comum, sem mandato, pois vou tentar uma vaga na Assembleia Legislativa. E quero saber se tu está preparada pra esse desafio que te aguarda.
- Claro que estou, mãe. Eu tenho formação política, eu tenho essa experiência de ser secretária no Governo, e...
- Não é só isso, filha. É lidar com todo tipo de pressão e lidar com pessoas falsas ao seu lado. Pessoas que só estarão com você porque tu estará sentada nessa droga de cadeira, pois se tu não estivesse aí, tu não seria nada pra essa gente.
Giovanna disse:
- Mãe, eu sei como funciona a política. Não se esqueça que estive na Alemanha e na Áustria...
- Giovanna, a política do Brasil não é como na Alemanha e na Áustria. Aqui as coisas funcionam de forma diferente.
- Sim, mãe, isso eu sei. Cansei de ver a senhora fazendo denúncias. Se lembra que a senhora me mandou pra Europa porque a senhora tinha sido ameaçada e até eu virei alvo?
- Lembro. Então, por favor, comece a dizer o que tu vai fazer sentada nessa cadeira.
Giovanna disse:
- Honrar seu legado, mãe, seu governo, sua gente.
- Certo. Mas, Giovanna, uma coisa. Seja você. Eu posso te dar conselhos, afinal, eu tenho experiência. Mas não espere só por mim.
- Está certo, mãe.
Mimi tenta atrair Eraldo e Valdenes para seu time político
Mimi, certa noite, estava na praça principal em Lagoa da Italianinha, quando viu os amigos Eraldo e Valdenes. Mimi estava esperando uma carona para retornar ao sítio Mandacaru, onde mora. Nessa noite, ela aproveitou e lhes disse:
- Estamos montando um grupo interessante de oposição aqui na cidade, espero que vocês venham estar conosco.
- Como assim? - disse Eraldo.
Mimi disse:
- Todo mundo pensou que a oposição tinha morrido, quando a prefeita Myllena se juntou com a deputada federal Sandra Valéria. Mas estamos firmes e fortes. Temos a juíza Suely, a vereadora Vanessa, a Flor, a Marcella Virgínia, e agora quem entrou foi Kátia, sua prima, Valdenes.
- Que interessante.
- E olhem, boca de siri, mas tudo indica que outra vereadora vai se juntar conosco. Quitéria já anda conversando com Suely.
- Mas só tem mulher nesse grupo, hein? - disse Eraldo.
- Mulheres guerreiras, com certeza, mas eu quero que vocês sejam os primeiros homens a estar conosco. E sei da covardia que a prefeita fez com vocês, Eraldo era secretário de Cultura, e Valdenes, de Turismo, e ela tirou os dois assim, na covardia.
- É verdade - disse Valdenes.
- O carro que vai me levar já está chegando, mas eu quero que vocês apareçam lá na feira pra conversar comigo.
- Está certo - disse Valdenes.
O carro parou e Mimi entrou, voltando para casa. Eraldo disse:
- A política de Lagoa da Italianinha tá ficando interessante...
- E como está... - disse Valdenes.
Emerson ganha uma foto de sua bisavó italiana
Numa certa tarde, no centro de Lagoa da Italianinha, dois jovens hippies nômades, Edneide e Emerson, estavam numa rua principal da cidade, quando encontraram Aline Débora, prima de Emerson, que lhe trouxe uma foto antiga. Emerson disse:
- Essa é a nossa bisavó italiana?
- Sim, eu peguei a foto dela e fiz uma cópia pra você.
- Nossa, ela era muito bonita.
Edneide disse:
- Quem era essa bisavó italiana?
Emerson disse:
- O nome dela é Giuliana, era de Nápoles, ela fugiu de lá quando a guerra começou, e foi parar no Recife. Algum tempo depois, ela foi demitida de lá e veio pra cá, ela chegou a trabalhar na casa da mãe daquele coroa, Antônio Neto, o que lutou na guerra.
- Nossa! - disse Edneide.
Aline Débora disse:
- Nossa bisavó era muito valente, ela até matou o cangaceiro Biu Ipojuca em 1958.
- Foi, mas foi por acidente. Eu tive a oportunidade de conhecê-la viva e bem velhinha, e ela me contou tudo.
Aline Débora se levantou e disse:
- Bom, vou indo. Pode ficar com essa foto.
- Obrigado, prima! - disse Emerson.
Aline Débora se retirou, e Emerson disse:
- Aline assim descalça, igual nossa bisavó, ela só vivia descalça.
- Caramba, gostei da história dessa mulher, me conte mais.
- Senta aqui, que vou te contar os detalhes.
Wiviane leva puxão de orelha de Jane
Numa certa tarde, Wiviane foi chamada por sua irmã mais velha, a vereadora Jane ao escritório, e Jane disse para ela:
- Wiviane, precisamos conversar sério? Até quando tu vai viver dessa forma?
- Que forma?
- Fica por aí feito maloqueira com esse violão na mão, andando com mendigos e ainda arrumando briga com aquela louca da Fabíola. Tu já tem 45 anos e precisa tomar juízo, mulher.
- Eu gosto do que eu faço, eu nasci pra ser cantora.
- Ah, pense como é bom ser cantora. Ganha muito dinheiro.
Wiviane disse:
- Eu detesto essas coisas de política, é só roubalheira e encheção de saco.
- Wiviane, tu tem ideias de esquerda, tu mesma disse que defende socialismo, e olha isso. A gente te sustentando e tu...
- Epa, Jane. Ninguém me sustenta, não. Eu consigo viver da minha arte.
- Não seja boba, eu te convidei pra ser minha assessora, trabalhar comigo, e tu não quer me ajudar.
- Jane, eu odeio o nepotismo, eu não quero ser sua assessora porque tu é minha irmã, se o Ministério Público e a juíza Suely caem de cima da gente, tu pode até perder o mandato, querida.
- Chega. Ou tu toma juízo, larga esse violão e essa vida artística, ou pode procurar outro lugar pra morar.
- Tem problema, não. Se tiver que ir pra rua, eu vou.
- Você ficou louca?
- Não, eu só não quero ser forçada a ser quem não quero ser. Eu não tenho vocação pra ser madame de vestido elegante e sapatos caros, eu quero ser assim maloqueira, de chinelos e de roupa rasgada, e com meu violão cantando por aí. Fui!
Wiviane saiu, e Jane dizia:
- Essa Wiviane ainda vai me dar dor de cabeça...
Warlla bêbada na rodoviária
Numa certa tarde, na rodoviária, Warlla, a mendiga chique, havia bebido além da conta, e estavam ali perto dela algumas pessoas que viram o estado que ela estava. Marcella, que vende comidas, Eraldo, o músico, Marlene, a dona da lanchonete, além dos amigos Valdenes e Branquinha. Marlene ria do estado de Warlla e disse:
- Essa maluca bebeu além da conta, tá aí, toda bêbada, olha a que ponto ela chegou...
- O problema é ela pagar tudo isso, Marlene... - disse Eraldo.
- Não, por incrível que pareça, ela pagou já. Ela chegou aqui com dinheiro não sei de onde ela tirou, e ela pagou.
- Cuidado pra não ser dinheiro falso - disse Valdenes.
- Não, era verdadeiro, mesmo.
Warlla começava a falar, mas não conseguia juntar as palavras. Marcella disse:
- Quem diria que ela já foi minha patroa...
- Hã??? Ela já foi sua patroa? - disse Branquinha.
- Warlla já foi uma das mulheres mais ricas dessa cidade, hoje tá assim. Mas foi uma péssima patroa, só vivia me humilhando me colocando pra baixo, e ainda quando saí, ela não pagou meus direitos - disse Marcella.
- Puxa, parece que era o cão do segundo livro - disse Eraldo.
- Eraldo, tu percebe? Ela mora nas ruas, dorme nas calçadas, e nem a própria família quer saber dela. O que eu sei dessa mulher é muito pior, isso aí que ela tá vivendo hoje é pouco para o que ela já fez de mal. Sempre foi fofoqueira, gostava de causar brigas, discórdias, mentirosa e faltava com respeito aos pais. Eles estão lá em Caruaru e querem distância dela. Nem ela quer saber deles, de tão orgulhosa que é... - disse Marcella.
Marlene disse:
- Gente, eu preciso que tirem ela daqui, e a levem para algum lugar. Como ela não tem casa, mesmo, larguem ela no chão por aí.
Eraldo, Valdenes e Branquinha se ofereceram para tirá-la. Eraldo pegou-a pelos braços, e Valdenes e Branquinha pelas pernas dela. Branquinha disse:
- Tu sentiu, Valdenes? Catinga de chulé da gota.
- Também, ela não tira esses sapatos dela nem pra tomar banho e até dorme com eles.
Eraldo disse:
- Tô sentindo é cheiro de mijo e de bosta...
- Bêbada, tu esperou o que? Ela largou nas calças, mesmo - disse Marlene. - tirem logo ela, por favor.
Levaram Warlla até um canto do lado de fora da rodoviária, e ela foi colocada deitada ao lado de sua bolsa vermelha. Warlla, de repente, começou a cantar. Eraldo disse:
- Pronto, agora lascou. Uma mistura de Elba Ramalho com Laura Pausini.
Depois de deixarem Warlla deitada no chão do lado de fora, Eraldo, Valdenes e Branquinha voltaram, e Marcella conversava com Marlene. Ainda ficaram ali alguns minutos antes de irem embora.
terça-feira, 17 de março de 2026
Kátia poderá ser candidata a deputada estadual
![]() |
| Mimi, Kátia, Vanessa e Suely |
Depois de recusar o convite pra ser candidata a deputada estadual, Mimi resolveu trabalhar para que Kátia seja a candidata do grupo. Recém-chegada no grupo de oposição, Kátia recebeu muito apoio e um convite de seu partido para ser candidata a deputada estadual.
Mimi, que já foi candidata a prefeita, recebeu o convite, mas decidiu declinar. Ela quer evitar candidaturas, focando somente em ser candidata a vereadora em Lagoa da Italianinha. Mimi alega que sua única motivação política é representar o povo na Câmara de Vereadores, dispensando candidatura a qualquer outro cargo. Enquanto isso, a vereadora Vanessa e a juíza Suely já demonstraram apreço pelo nome de Kátia.
Caso Kátia venha a ser candidata a deputada estadual, ela poderá disputar contra a própria Myllena, a atual prefeita, que deverá também ser candidata a deputada estadual.
Kátia, por sinal, demonstrou interesse na disputa e vem sendo procurada por alguns partidos para que ela possa se filiar.
Quitéria pressiona Myllena
A vereadora Quitéria não gostou dos últimos movimentos da prefeita Myllena em Lagoa da Italianinha. Mesmo se dizendo da base aliada, Quitéria tem feito críticas públicas contra a prefeita, desde que Myllena colocou de volta na diretoria do Terminal Rodoviário a Marlene - inimiga mortal de Quitéria -.
Mas Quitéria ainda engole a aliança da prefeita com a deputada federal Sandra Valéria - de quem Quitéria quer distância -, e agora, surgiu a notícia da possibilidade de Danúzia assumir a Secretaria de Ação Social. Quitéria chegou a comparar tal ato com "colocar uma raposa para comandar um galinheiro".
Quitéria ainda foi solidária à Kátia, ex-secretária de Ação Social, que rompeu com a prefeita e foi exonerada do cargo. Quitéria só permanece na base aliada por causa de sua irmã, a deputada estadual Janayna, que apoia Myllena e tem tentado acalmar sua irmã. Quitéria é conhecida por seu gênio explosivo e ela já teria dito que "não pretende engolir sapos por causa de política, pois não preciso disso".
Myllena anda insatisfeita com as críticas de Quitéria, e tem falado com Janayna para tentar controlar sua irmã mais velha. Karoline, irmã de Myllena e secretária de Finanças, anda pedindo para a irmã retirar da gestão todos os indicados por Quitéria.
Apesar de todas as críticas, Quitéria alega que continua na base aliada. Mas na cidade, se comenta que Quitéria vai para a oposição.
Vitório caminha por Vitalba
Num certo dia, o garoto Vitório se pôs a dar uma voltas pelas ruas de Vitalba, na Toscana. Em dado momento, ele se sentou em frente à igreja e ficou observando algumas pessoas passarem por ali.
Vitório dizia:
- Hoje, 17 de março, dia da Unificação Italiana. Hoje, meu querido país nasceu como nação moderna...
Alguns reconheceram o jovem, passando por ele, pois ele era bastante famoso na pequena cidade. Alguns diziam:
- Esse é o menino que vive descalço, gosta de desenhar e escrever e sabe da História e Geografia da Itália.
Alguns o elogiavam por ser tão inteligente, embora alguns dissessem que ele deveria "usar sapatos".
Pouco depois, Vitório saiu dali e voltou para sua casa. Era hora de almoço.
Um lobby para uma nomeação polêmica
Em Lagoa da Italianinha, o deputado estadual Moab, agora aliado da prefeita Myllena, está de olho na vaga da secretaria de Ação Social, que Kátia ocupava e foi exonerada. Ironicamente, ele quer indicar sua filha Danúzia para a secretaria. Danúzia ainda conta com o apoio de Ilene, a irmã da prefeita, para poder assumir o posto.
Myllena não gosta da ideia de ter Danúzia como secretária na Ação Social, já que é conhecido na cidade o ódio que Danúzia nutre contra os pobres, em especial os moradores de rua. Além do mais, Myllena teme que Danúzia entre na gestão e cometa atos antiéticos.
Moab e Ilene, porém, levaram Danúzia para o gabinete da prefeita Myllena. Moab disse para Danúzia:
- Danúzia, evite chamá-la de "prefeita pé sujo", não se esqueça que ela poderá agora ser sua patroa.
- Eu quero essa secretaria, pai. Vou ter que fazer esse sacrifício.
Myllena chegou ali e conversou bastante com Danúzia. Myllena disse:
- Tu realmente faria um trabalho em favor das pessoas pobres?
- Mas é claro. Eu quero honrar o legado do meu pai.
- Mas... me parece que tu não gosta de pobres. Pelo menos é o que se diz na cidade.
- Isso é coisa do passado, prefeita pé... digo, prefeita Myllena.
Ilene disse:
- Myllena, a Danúzia é outra pessoa, eu sou muito amiga dela e convivo com ela. Inclusive, assim como eu, ela ama tomar banho de roupa, ela foi convidada pra ser modelo lá na minha agência com as duas italianas, ainda estou aguardando a resposta dela.
- Depois eu respondo - disse Danúzia - mas sou chique até na água.
Myllena disse:
- Tudo bem, isso não vem ao caso agora. Quero saber se vai realmente trabalhar pelos pobres.
- Com certeza! - disse Danúzia.
Na cidade, a notícia da possível nomeação de Danúzia para secretária de Ação Social tem causado polêmica, pois alguns dizem que seria como "entregar um galinheiro para uma raposa".
Sara cogita renunciar ao mandato de vereadora
Filha da juíza Suely, a empresária e modelo Sara está cogitando deixar o mandato de vereadora. Ela foi eleita em 2024, mas não se sente dent...
-
Numa certa tarde, em Lagoa da Italianinha, os irmãos Eraldo e Fabíola e os amigos Branquinha e Valdenes encontraram uma mulher desmaiada. Er...
-
Por volta de 1785, em Vila Rica, Regina se via ensinando outras jovens a tocar piano. Além de Milena, uma jovem de família aristocrática da ...
-
Numa certa noite do final do ano de 1782, numa festa da alta sociedade de Vila Rica, a francesa Jacilene, que havia chegado lá durante aque...












































