terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O dia que Mônica recebeu uma italiana


Uma das maiores surpresas no sítio Maniçoba em 1944, foi a Mônica ter chamado para ajudá-la uma italiana recém-chegada, a Giuliana, que saíra de Nápoles em 1939 e esteve no Recife até 1944. Foi uma surpresa ali porque Mônica nunca gostou muito de estrangeiros e tinha forte antipatia pelas famílias italianas que ali viviam, pela família alemã e pela cantora portuguesa Mary Dee. 

Mas na sua casa naquele sítio do interior de Pernambuco, a realidade era outra: ela estava sozinha e precisava de uma ajuda. Seu filho Antônio Neto havia sido convocado para servir na Força Expedicionária Brasileira no norte da Itália. 

Mônica olhava para Giuliana, para o seu jeito simples, e em dado momento, ela perguntou:

- Tu anda assim descalça também?

- Sempre. 

- Lembrou meu filho, ele também só vive assim descalço...

- E onde ele está?

- Foi para a guerra, está lá no teu país. 

- Nossa...tomara que ele volte vivo e em paz. 

Mônica pediu para Giuliana fazer-lhe um almoço. Mônica gostou tanto que contratou Giuliana, que se mudou para lá com mala e cuia. Giuliana ficou lá até a volta de Antônio Neto, alguns meses depois, já em meados de 1945. Depois, Giuliana ficou por lá, indo trabalhar com os seus conterrâneos que ali viviam. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Warlla na cachoeira é vista por dois ex-amigos ricos

 Warlla, a "mendiga chique", foi para a Cachoeira Sol Nascente, depois de se sujar de lama. Ela nem se importou com a lotação da c...