Uma das maiores surpresas no sítio Maniçoba em 1944, foi a Mônica ter chamado para ajudá-la uma italiana recém-chegada, a Giuliana, que saíra de Nápoles em 1939 e esteve no Recife até 1944. Foi uma surpresa ali porque Mônica nunca gostou muito de estrangeiros e tinha forte antipatia pelas famílias italianas que ali viviam, pela família alemã e pela cantora portuguesa Mary Dee.
Mas na sua casa naquele sítio do interior de Pernambuco, a realidade era outra: ela estava sozinha e precisava de uma ajuda. Seu filho Antônio Neto havia sido convocado para servir na Força Expedicionária Brasileira no norte da Itália.
Mônica olhava para Giuliana, para o seu jeito simples, e em dado momento, ela perguntou:
- Tu anda assim descalça também?
- Sempre.
- Lembrou meu filho, ele também só vive assim descalço...
- E onde ele está?
- Foi para a guerra, está lá no teu país.
- Nossa...tomara que ele volte vivo e em paz.
Mônica pediu para Giuliana fazer-lhe um almoço. Mônica gostou tanto que contratou Giuliana, que se mudou para lá com mala e cuia. Giuliana ficou lá até a volta de Antônio Neto, alguns meses depois, já em meados de 1945. Depois, Giuliana ficou por lá, indo trabalhar com os seus conterrâneos que ali viviam.

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