quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Quitéria enfrenta Priscila em sua lanchonete


Quitéria, tida como uma pessoa amorosa, também é conhecida por perder a paciência com facilidade, como aconteceu numa tarde que a mendiga Priscila foi importunar clientes em sua lanchonete no Pátio Verona, em Lagoa da Italianinha. Ela entrou logo no local para pedir esmolas para alguns, mas a mendiga também é conhecida por furtar objetos quando ninguém está vendo. 

Quitéria, vendo que Priscila estava ali, se aproximou e disse:

- Priscila, saia da minha lanchonete já? Tu tá pensando que aqui é a rodoviária, onde tu apronta o que tu quer? Aqui tem ordem!

- Que é isso, só porque tu é descendente de italiana tu se acha e odeia pobre, é?

Quitéria disse:

- Não tem nada a ver com pobreza, pois outras pessoas que vivem nas ruas, como você, mas que são honestas e corretas, sempre são bem-vindos aqui. Mas tu gosta de pegar coisas dos outros sem ninguém ver. 

Priscila riu e disse, ironicamente:

- Falar é fácil, eu quero ver provar... se eu roubasse, eu nem morava mais nas ruas. 

- Tu é muito folgada, mesmo, viu? Vaza daqui logo. 

- Tá bom, eu vou. Tenha calma. Porque essa raiva de mim?

Quitéria disse:

- Ainda pergunta? Uma noite, eu não dei esmola pra tu, e no dia seguinte, amanheceu... é aqui na frente da lanchonete... tu sabe o que foi? 

- Oxe, eu não caguei na tua porta, não, mulher. - disse Priscila. 

- Mentira, as câmeras flagraram tudo. Sei que você fez nojeira aqui na porta do meu estabelecimento! 

- Tá bom, se não me der esmola, eu faço de novo. 

Quitéria pegou uma vassoura, e disse:

- Saia, saia! E vou colocar polícia pra ficar te olhando essa noite, sua folgada. 

Priscila mostrou a língua para Quitéria e saiu dali, irritada. 


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