No Terminal Rodoviário de Lagoa da Italianinha, Wêdja, que novamente havia bebido além da conta, começou a maltratar a mendiga Solange. Nessa hora, Valdenes estava por ali tomando café, e separou as duas, dizendo:
- Wêdja, porque tu bate nela????
- Porque é uma pobre sem teto! Só está aqui pra encher o saco!
Valdenes disse:
- Eu já morei nas ruas, e eu conheço Solange, não admito que faça nada contra ela.
- Oxe, leva ela pra morar na tua casa com você.
- Solange não quer sair das ruas, é um direito dela.
De repente, Marlene, que estava na cozinha da lanchonete da rodoviária, escutou, e chegando lá, disse:
- Mas o que está acontecendo aqui?
Solange disse:
- Wêdja queria bater em mim do nada!
- De novo, tu vem causar confusão aqui, Wêdja? Olha, tu já bebeu quatro garrafas, ponha-se daqui pra fora.
Valdenes disse:
- E o pagamento dela?
- Ela já pagou adiantado. Vá embora, Wêdja!
- Nada disso, eu paguei oito garrafas!
- Pronto, depois tu vem consumir as outras quatro. Mas suma!
Wêdja olhou Valdenes e Marlene e disse:
- Tá bom, vocês preferem a companhia dessa mendiga fedorenta do que a minha. Com licença.
Wêdja saiu dali cambaleando, e Solange disse:
- Me desculpe, não queria...
- Deixa pra lá, não foi culpa tua. - disse Marlene.
Valdenes disse:
- Bom, vou indo trabalhar.
Valdenes foi trabalhar, Marlene entrou na lanchonete e Solange foi pedir esmolas ali perto.

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