Numa certa tarde, a maléfica Dani Cruel apareceu na rodoviária de Lagoa da Italianinha, com um semblante bastante irritado. Ela estava muito nervosa, e não falava com ninguém.
Depois de uma hora e meia, Galego, um de seus capangas, chegou, e Dani Cruel, irritada, disse:
- Isso é hora de chegar, vacilão?
- Desculpe, mas tu sabe que vir de Vila Dourada pra cá é difícil...
- Pare de desculpas, que isso não se repita, mentecapto. Como é que tu marca encontro aqui na rodoviária, eu me expondo, tu não sabe que estou ameaçada?
- Eu sei, Dani, me desculpe...
- Que isso não se repita. E se repetir, eu te mando pra cidade dos pés juntos, tá avisado.
Galego entregou-lhe uma bolsa, e ela colocou em sua bolsa. Dani disse:
- Vamos logo pro carro, pra ir pro Alto do Cruzeiro, que eu já estou chamando atenção aqui.
Foram para o carro, e Pitoco era o motorista e os esperava. Saíram dali, em alta velocidade. Na lanchonete de Marlene, Deinha disse:
- Patroa, o que será que essa Dani Cruel tava fazendo aqui com esses caras?
- Boa coisa não é - disse Marlene.

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