sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Natinha na lanchonete


Numa certa noite, perambulando pelas ruas de Lagoa da Italianinha, a mendiga Natinha foi na lanchonete de Quitéria, no Pátio Verona, e disse:

- Eu estou só com alguns trocados, eu vim de Gravatá andando a pé para cá, e eu estou sem comer. 

- Tu mora onde? Qual seu nome?

- Me chamo Renata, mas sou chamada de Natinha. Eu não tenho casa, moro nas ruas. 

- Bom, vou te servir um lanche, não se preocupe com pagamento. 

Natinha ficou sentada do lado de fora, enquanto Quitéria mandou Flaviana servir o lanche. Enquanto Natinha comia, Quitéria disse pra Flaviana:

- Tu a conhece?

- Sim, eu já morei nas ruas, sei quem ela é. 

- Ela aceitaria ir para algum abrigo?

Flaviana disse:

- Não. Eu a conheço, ela se acostumou a viver assim pelas ruas. 

- Eu não entendo como uma pessoa vive na rua e ainda se acostuma... - disse Quitéria. 

Natinha, depois de terminar o lanche, agradeceu e foi para a praça, onde ficou. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Amor à primeira vista em Lisboa

O ano era 1920. Em um bar no centro de Lisboa, o jovem José Maria sentou-se para beber um pouco, e de repente, virou seus olhos para uma cen...