Numa certa noite, perambulando pelas ruas de Lagoa da Italianinha, a mendiga Natinha foi na lanchonete de Quitéria, no Pátio Verona, e disse:
- Eu estou só com alguns trocados, eu vim de Gravatá andando a pé para cá, e eu estou sem comer.
- Tu mora onde? Qual seu nome?
- Me chamo Renata, mas sou chamada de Natinha. Eu não tenho casa, moro nas ruas.
- Bom, vou te servir um lanche, não se preocupe com pagamento.
Natinha ficou sentada do lado de fora, enquanto Quitéria mandou Flaviana servir o lanche. Enquanto Natinha comia, Quitéria disse pra Flaviana:
- Tu a conhece?
- Sim, eu já morei nas ruas, sei quem ela é.
- Ela aceitaria ir para algum abrigo?
Flaviana disse:
- Não. Eu a conheço, ela se acostumou a viver assim pelas ruas.
- Eu não entendo como uma pessoa vive na rua e ainda se acostuma... - disse Quitéria.
Natinha, depois de terminar o lanche, agradeceu e foi para a praça, onde ficou.

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