Na casa da família tem sempre aquela pessoa que quebra o gelo. Que transforma o comum em história pra contar depois.
Na casa da tia Ana Patrícia, essa pessoa é a *Danuzia*.
Era uma tarde quente. Aquelas tardes de domingo que só pedem água, risada e nada de fformalidade. Ana Patricia queria tomar banho. Ela disse:
"Vou tirar a roupa pra ir para a banheira!"
Danuzia disse:
“Oxe, tia, tirar a roupa pra que? Entra de roupa feito eu! É muito bom!”
Ana Patrícia parou na porta do banheiro e riu. Estranhou, claro. Quem é que entra na banheira vestida? Mas Danuzia fazia aquilo direto. Pra ela, tomar banho de roupa era bonito. Era liberdade. Era se jogar sem se preocupar se o cabelo ia molhar ou se a blusa ia grudar.
“Mas Danu, a roupa vai ficar toda molhada...”
“E daí, tia? Depois a senhora estende no varal!”
E foi assim que, entre um “tô com vergonha” e outro “para com isso Danu”, Ana Patrícia acabou cedendo. Entrou na banheira. De roupa. Igual a Danuzia.
Nos primeiros segundos foi estranho. A água fria, a roupa pesada. Mas 30 segundos depois? Só tinha risada. Salpicos. Foto torta pro grupo da família. E uma lembrança que vai virar clássico nas festas.
Danuzia não estava ensinando ninguém a tomar banho. Ela estava ensinando a não levar a vida tão a sério. A achar bonito o que é diferente. A convidar mesmo quando a resposta pode ser “não”.
Hoje Ana Patrícia conta essa história e já fala: “Eu achei estranho no começo... mas com a Danuzia a gente acaba entrando na brincadeira”.
Porque tem gente que entra na banheira de roupa.
E tem gente que te puxa junto, pra você descobrir que também é divertido.

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