Na casa de Suely teve visita da irmã Ilene com o filho Isaías.
No meio da conversa, Isaías olhou pra prima *Dina* e zombou:
“Você parece um ET”.
Dina e Suely são carecas. Mas não por tratamento. Por opção mesmo. Elas gostam assim. Se acham lindas, práticas e livres.
O rosto de Suely, que é juíza, ficou sério na hora.
“Irmã, educa teu filho. Aqui em casa a gente respeita a escolha do outro.”
Ilene ficou sem graça. Puxou Isaías e foi embora.
Depois que as duas saíram, Suely sentou com Dina. Brincando, disse:
“E aí, que tal deixar crescer um pouquinho o cabelo?”
Dina riu, passou a mão na cabeça e respondeu:
“De jeito nenhum, mãe. Eu amo ser careca. E linda. Igual você.”
E as duas se olharam e sorriram. Porque pra elas, beleza não é padrão. É escolha.
Mais tarde Ilene ligou. Disse que conversou com Isaías sobre respeito. Sobre não zoar o corpo e as decisões dos outros. Porque o que é diferente pra uns, é autoestima pra outros.
Dina continua a mesma: vaidosa, de brinco grande, batom vermelho e cabeça raspadinha.
Suely também. Duas mulheres que decidiram que careca é poder.
Fica a reflexão:
Zoar não educa. Respeitar educa.
E ser feliz do seu jeito incomoda quem ainda não se encontrou.

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