Eles, entretanto, apesar de terem arrumado muitos amigos, sofreram alguns preconceitos. Quando o Brasil declarou guerra ao Eixo, a situação piorou mais ainda para eles. Vila Dourada passou ainda ser mais visada, pois além desta família nipônica na sede municipal, haviam duas famílias italianas e uma família alemã no sítio Maniçoba, atual Lagoa da Italianinha.
Mesmo ficando um pouco longe, Masato gostava de ir à venda de Ed, no sítio Maniçoba, de quem se tornou muito amigo. Uma outra razão deles serem perseguidos na cidade era o fato da principal família da cidade, Villegagnon, ser uma família cujo patriarca era francês. Vale ressaltar que França e Japão estavam em lados opostos na guerra...
Isso não impediu que Estêvão Villegagnon, um dos filhos de Jorge Villegagnon, se apaixonasse pela japonesa Naksu, romance esse que seria rejeitado pelas duas famílias. Mesmo assim, Estêvão casou-se com Naksu, e pouco tempo depois, os japoneses tiveram sua casa tomada, e eles foram morar com Estêvão e Naksu.
Em 1945, Masato morreu de desgosto quando recebeu a notícia que sua amada terra Hiroshima, havia sido atingida por uma bomba atômica. Estêvão cuidou de sua sogra Yumi até a morte dela na década de 60. Estêvão teve uma filha com Naksu, chamada Akemi, que vive hoje no sítio Facheiro, zona rural de Vila Dourada. Naksu morreu em 1982 e Estêvão em 1984. Kenji ainda viveu muito tempo, até o começo do século XXI.
Uma outra descendente dessa família, sendo neta de Kenji, que vive hoje em Vila Dourada é a jovem cantora Nayara, carismática e que tem um restaurante de comida oriental na cidade.

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