No agreste de Pernambuco, a jovem Débora Eduarda morava em uma região bastante seca, no município de Vila Dourada. Neta de um combatente que tombara morto em Canudos, ela cresceu com revolta.
Quando completou 18 anos, em 1935, se juntou ao bando de cangaceiros que aterrorizavam a região, liderados por Biu Ipojuca, que era acompanhado por Linho e Carlinhos. Nos conflitos, Débora Eduarda mostrava muita força e coragem. Além da população local, chegaram a aterrorizar os imigrantes que ali estavam.
Débora Eduarda foi presa em 1938 quando tentava invadir a casa dos italianos, no sítio Maniçoba. Lanie, a matriarca da família italiana, afeiçoou-se à cangaceira e a convenceu a sair do cangaço. Ao sair da cadeia, cuidava de sua filha recém-nascida Lídia com a ajuda da italiana Lanie, de quem se tornou grande amiga.

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