Depois de mais de um ano de brigas e inimizades, Marlene, a dona da lanchonete da rodoviária de Lagoa da Italianinha, decidiu aceitar o convite da prefeita Myllena e voltar a ser diretora do Terminal Rodoviário. Na primeira gestão de Myllena, Marlene havia sido exonerada, o que lhe causou uma revolta extrema, a ponto de romper com Myllena e tentar enfrentá-la nas eleições municipais - chegou a ser candidata a prefeita, mas foi impugnada. Marlene chegou ao ponto até de acusar Myllena de corrupta, o que fez a prefeita descalça recorrer na justiça contra ela.
Mas Marlene foi chamada de volta pelo fato do antigo diretor ter fracassado na gestão do terminal. Myllena foi aconselhada por sua irmã Karoline a chamar Marlene de volta. Inicialmente, ela resistiu, dizendo:
- Marlene é uma amibiciosa, não merece confiança.
- Mas é melhor tê-la do nosso lado do que contra a gente.
Myllena, mesmo contrariada, decidiu chamar Marlene, que ficou pensativa. Marlene voltou para sua casa, e depois, decidiu dar a resposta positiva.
Em pleno domingo, Marlene recebeu a chave do escritório da rodoviária das mãos da prefeita Myllena e voltou a ser diretora do Terminal. Agora, ela alternaria seu trabalho entre sua lanchonete e o escritório do Terminal Rodoviário.
A irmã gêmea de Marlene, a mendiga Marly, ao saber da novidade, dizia para os outros mendigos:
- Marlene é assim, se cair dinheiro na mão dela, ela aceita. Passou um ano descendo o cacete na prefeita e agora ela volta a prestar, só porque ela ganhou a boquinha de novo...

Nenhum comentário:
Postar um comentário