Na cidade de Fortaleza, no século XIX, vivia uma família nobre e distinta. O barão, que era neto de Brenda, tinha três belas filhas: Aline, Alvanir e Aurineide. O ano era 1865, e o barão ainda recebeu na casa dele as duas sobrinhas Denise e Armanda. Acontece que Armanda nutria ódio especialmente contra sua prima Alvanir.
Duas escravas que ali trabalhavam, Socorro e Adriallina, serviam a elas. Socorro também era revoltada com a vida, enquanto Adriallina era tida como honesta e correta.
Armanda costumava pagar Socorro para tentar matar Alvanir. O vizinho delas, o idoso Sr. Thomas, que havia conhecido pessoalmente a Brenda, avó do barão, - sendo que Brenda o criara quando ele perdeu os pais em um incêndio criminoso - também se tornou alvo das maldades de Armanda, visto que ele defendia a jovem Alvanir, que também era cantora, pianista, escritora e militante abolicionista.
Alvanir só teve mais sossego em sua vida quando em 1888, os escravos foram libertados, e quando em 1889, Armanda foi internada em um hospício, de onde não saiu mais. Já velha e viúva, no começo do Século XX, Alvanir se mudou para Pernambuco, onde comprou uma casa com suas filhas Lucinha e Mônica, no mesmo local que daria origem a futura cidade de Lagoa da Italianinha.
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